Música

John Zorn: Radical Jewish Culture

Uma das vertentes do prolífico saxofonista novaiorquino John Zorn gira em torno da Cultura Judaica Radical: música judaica cruzada com jazz avantgarde e… voilà! O projeto inicial Masada deu origem a diversos desdobramentos e teve suas composições interpretadas por virtualmente todo o elenco do selo Tzadik (não por acaso, criado pelo próprio Zorn e nomeado com uma palavra do hebreu que significa “o justo”). Aqui vão portanto alguns dos momentos da empreitada.

Masada

Electric Masada

Masada String Trio

Bar Kokhba Sextet

 

Pode Acreditar!

Você já ouviu falar em um centro-avante consagrado que também bate uma tremenda bola como zagueiro? Se no futebol isso é raro, na música nem tanto: muitos artistas fazem incursões fora de sua esfera habitual. É o caso do grande Tony Williams, baterista que entrou para o grupo de Miles Davis aos dezessete anos e destacou-se desde então como um elegante e eficiente baterista de bop, mas precisou dar vazão a seu lado mais roqueiro em seu projeto solo: Tony Williams’ Lifetime. Foram diferentes encarnações e propostas, com menção especial à primeira, com John MacLaughlin, mas o ápice da produção do grupo é, a meu ver, o fantástico álbum Believe It, de 75. Além da percussão alucinada de Tony, o disco conta com o brilhantismo do guitarrista britânico (e favorito do blogueiro) Allan Holdsworth, cuja lista de empregos aqui seria enfadonha, bastando citar Bruford e Gong; conta ainda com dois prolíficos e competentes session men, Alan Pasqua nos teclados e Tony Newton no baixo. Isso não significa que estes últimos sejam coadjuvantes: todos são compositores na banda, e a afinidade entre os membros garante a coesão do disco.

Classificar a música de Williams não é difícil, basta escolher entre os sinônimos jazz-rock ou fusion. Diria mesmo que Believe It disputa com Hymn of the 7th Galaxy, do Return to Forever, o posto de epítome do gênero. Os andamentos são mais rápidos do que lentos, a dinâmica mais pra fortissimo do que pra piano. Os riffs poderosos do rock se aliam à improvisação virtuosística do jazz, e o funk vem adicionar um tempero a mais (sem a preponderância que teria no álbum seguinte, Million Dollars Legs). Alguém pode chegar a ter pena dos tambores e pratos de Mr. Williams, tal a veemência com que ele espalha fills mirabolantes sobre levadas intrincadas. É irônico imaginar a tranquilidade com que o circunspecto Holdsworth tamborilava freneticamente os dedos no braço de sua guitarra. Obviamente, o disco tem passagens mais calmas e líricas: nada mais desinteressante do que a energia no topo todo o tempo.

Meu LP – e os sintetizadores analógicos realmente PEDEM vinil aqui – foi comprado na Big Papa, com o Carlos e a Kátia, em meio a muita prosa musical; afinal, disco não é como um sapato ou um perfume, coisa que algumas “lojas de disco” não aprenderam. A capa é em P&B e traz o músico, que gostava de aparecer pelado nas capas… pelado na capa, com um sorriso de Mona Lisa e segurando um par de baquetas; o nome do grupo e do disco figuram em uma fonte elegante, à esquerda. O verso traz, sobre um fundo avermelhado, Williams ao kit, envolto em uma legítima purple haze, além de uma foto dos quatro e créditos. Prossigamos portanto a, não uma análise, mas impressões bastante subjetivas de cada faixa.

O álbum abre com um baixo em wah-wah, que conduz a um riff poderoso de guitarra. É a introdução de Snake Oil: aqui basicamente se alternam um tema alegre e ensolarado, com a condução direta, e um misterioso e tenso, com chimbau no contratempo; o andamento é mediano. No solo, Williams abusa de sua caixa de ferramentas: muito prato, fills de flams nos tons, apenas para citar, por sobre os teclados funqueados de Pasqua; vem então a hora do solo de Holdsworth, com suas tradicionais notas longas tecendo uma atmosfera espacial, e a peça termina em fade out.   

A intro de Fred são singelas notas de bumbo e prato, dando lugar a um tema que remete ao Havaí, andamento presto… vivace, com uma linha bem interessante de baixo e uma batera jazzística de bumbo sincopado. Uma falsa ponte traz de volta o mesmo tema, que por sua vez dá lugar aos famosos intercâmbios de tema-“solinhos-de-batera”, e logo em seguida ao solo de Pasqua, bem animado, sugerindo um funk-progressivo, com bom gosto e maestria. Vem então Holdsworth e a montanha russa de suas escalas pouco convencionais, enquanto a música vai ficando mais pesada em direção à ponte, complexa, antes de voltar ao Havaí e daí a mais um intercâmbio com a batera, para fechar num outro energético, quase adolescente.

Proto Cosmos abre, bombástica, tempo presto… con fuoco, diretamente em mais um bate-bola entre tema (2 tempos) e baquetadas vulcânicas (6 tempos). É a peça que vai exibir a maior dose de virtuosismo, boa candidata a representar o disco. Por isso mesmo, em vez de descrevê-la, aqui vai o vídeo da reunião em que, dez anos depois da precoce morte de Williams, por enfarto em 1997, ele é muito bem representado por Chad Wackerman, pupilo de Frank Zappa e grande parceiro de Holdsworth – e excelente baterista.


Proto-Cosmos com Holdsworth-Pasqua-Wackerman-Haslip

Urgente é o adjetivo adequado para a uptempo Red Alert, compreensivelmente. O riff que explode desde o início é uma martelada em uníssono, que faz balançar a cabeça como, digamos, um fusion-metal. O tema atravessa toda a peça, e sustenta ora a metralhadora de Holdsworth, ora o doce Fender Rhodes de Pasqua, com Williams irrequieto todo o tempo.

Se a essa altura, você precisa de fôlego, está com sorte. Por algum tempo. Wildlife começa melódica, quase piegas; depois dá uma reviravolta e se transforma num vigoroso funk com a pulsação irrepreensível do discreto Newton ancorando mais um solo de piano elétrico, enquanto guitarrista descansa. Volta o tema apenas para encerrar a peça em que Tony parece mais comportando; uma que, sendo tão boa, só me parece a mais fraca do disco porque todas as demais são espetaculares.

Existe uma ciência no ordenamento das faixas em um disco, que fica meio prejudicada nos CD’s (que não têm a “primeira do lado B” por exemplo), e um dos pressupostos básicos estipula que o bom álbum começa bem e termina bem. A última peça de Beieve It é similar à anterior no sentido de que vai do suave ao intenso, mas chega a um resultado mais interessante. Introduzido pelos tradicionais flams, um tema bem roqueiro, mas sorridente, entrega, depois de uma ponte, o bastão a mais uma conversa entre a cozinha e os teclados; Tony não se limita a conduzir, aspergindo semicolcheias furiosas e acentos no contratempo. Ele segue se expressando com a fúria e a fluidez características por cima das notas anasaladas de Holdsworth, num crescendo que leva a um solo enfático e coeso, contra um riff sujo e pesado. É o grande momento da volúpia rítmica do músico americano. O tema sorridente volta brevemente, e parece que a música acabou; mas Williams não quer parar de tocar, e só o fade out para acabar com o disco. Pode respirar agora.     

 

Varèse: Ionisation

Desde que eu era um moleque roqueiro, meu gosto musical foi-se ampliando um bocado. E uma das direções foi a da música chamada “contemporânea”, que na verdade é contemporânea dos meus avós. Também não gosto muito do impreciso termo “música do século XX”, já que o que mais marcou a música desse século foi a cultura de massas. Também algo impreciso, mas pelo menos bem mais charmoso, é o termo “avant-garde” ou “vanguarda”. Pouco importa. Já coloquei aqui recentemente Mr. John Cage, e agora é a vez do francês – emigrado para os EUA – Edgard Varèse. Ouvi falar de Varèse em um documentário sobre Frank Zappa. Ocorre que boa parte da maluquice do narigudo – e polêmico – guitarrista de Baltimore se deve ao compositor francês. Zappa era um frangote que curtia  Rythm’n’Blues quando travou contato com a música de Varèse, especificamente Ionisation. “Esses acordes são bem malvados” foi a impressão de Francis Vincent então. Daí em diante, Varèse e outros compositores influenciaram bastante Zappa, como se pode observar no disco Yellow Shark, por exemplo. E como vocês não querem mais falatório, fiquem com Ionisation, de Edgard Varèse, um dos maiores clássicos do avant-garde.

Ela Dorme

Quem me falou de John Cage pela primeira vez foi o Pastel – irmão do Forma, sabe? – aluno de Música lá na Unicamp. Busquei e gostei muito. Algumas coisas é preciso abrir bastante a mente – Cage é dos maiores nomes da música experimental e não podia ser diferente – mas peças como a Segunda Construção em Metal pegam você pelo pescoço. Bem, não é preciso dizer que sua música se inclui na categoria “amor ou ódio”, e o telespectador de novela médio vai mandar exorcizar alguém visto escutando suas peças para piano preparado (ainda que algumas sejam bem “palatáveis”). Mas, ora, não está aí metade da graça? Cage compôs uma peça “para qualquer número de músicos” que consiste em 4 minutos e 33 segundos de silêncio (4’33”), e os adminstradores de seu espólio tentaram processar um outro músico por plágio por lançar sua peça em branco – figurando na lista de processos mais ridículos que vi no Guardian outro dia (ou Independent, sei lá). Minha peça favorita dele – e uma das favoritas com um todo – é She’s Asleep, um duo de piano preparado (em que se adicionam metais, borrachas, etc. para alterar o som do piano) e voz. É um prodígio de sutileza e ao mesmo tempo heterodoxo como só ele ousava ser. Há diversas versões, esta – não apenas por ser a com a qual tive contato – é definitivamente a melhor (que conheço).

Centelha de Existência

Dave Douglas é um rapaz que já esteve por aqui uma e outra vez. Eis que volta com um disco que acaba de chegar para melhorar minha vida (no mesmo dia que minha camiseta do Trout Mask Replica!!!). Como já disse, é preciso ser feliz com o que se tem para ser feliz, e vale muito mais a pena direcionar suas expectativas para coisas com que se pode contar – como encomendas à Amazon – do que para aquelas que dependam dos caprichos de outro ser humano.

Spark of Being é um projeto conjunto de Douglas e seu quinteto Keystone com o cineasta experimental Bill Morrison, compreedendo um filme e uma trilogia de discos, dos quais o que eu comprei é a parte dois, Expand (fica o comichão de conhecer as outras duas). O tema que procupa o engajado trumpetista agora é a criação artificial da vida, sobre o que discorre nas notas da contracapa, citando a ficção de Shelley como é inevitável. Na verdade, o próprio filme se vende como uma recriação do mito de Frankenstein.

Dave é acompanhado de Marcus Strickland no Sax Tenor, Adam Benjamin no Fender Rhodes, Brad Jones no Baby Bass (?), Gene Lake na Batera e DJ Olive nas Picapes e Laptop. É bom vê-lo voltando a um jazz mais contemporâneo depois do projeto Brass Ecstasy – que aliás tive o privilégio ver no Jazz em Agosto 2009, em Lisboa – que era muito bom, mas caretão demais.

Aqui, o trailer do filme:

 

Dave Douglas: Poses

Dave Douglas é dos mais dinâmicos músicos de jazz da atualidade. Já sugeri por aqui o Freak In, e não estou de volta para falar demais e fingir que entendo muito de música, venho só deixar aqui esta pérola dele que sempre foi um dos meus sons favoritos e certamente trilha para meus apaixonamentos. Adivinhe o porquê da lembrança. Bem, enfim: Poses, abertura do discaço The Infinite. Reparem no clarinete baixo, e no solo de Fender Rhodes de Uri Caine.

Em tempo, há um ditado chinês que diz: “espere o melhor, prepare-se pro pior, aceite o que vier”. Bem a propósito.

 

Vandermark 5: Four Sides to the Story

Vandermark 5 é apenas um dos projetos de Ken Vandermark, o saxofonista-símbolo da “cena de Chicago”. E já esteve por aqui, inclusive. É o que eu chamo de jazz de hoje. Estruturado e caótico, lírico e barulhento. Tudo que eu tinha dele era através de MP3, esse formato formidável que representou uma verdadeira revolução, mas não tem nem cor nem cheiro. Tratei então de adquirir Four Sides to the Story, que é uma edição polonesa super luxuosa, em caixa aveludada e com uma arte linda e uma longa entrevista (que ainda estou para ler), de 2 LPs contendo material que apareceria depois no estupendo A Discontinuous Line. Como, por exemplo, o som a seguir, Some, not All.

 

Hermeto em Montreux: Quebrando Tudo

O primeiro disco que eu comprei do Hermeto foi o do festival de Montreux de 79. Discaço, Hermeto em seu ápice. E o som que eu mais curtia sempre foi o ousado Quebrando Tudo (como poderia ser diferente?). Qual não foi minha surpresa ao deparar com um vídeo dessa mesma música, no mesmo festival, no blog no Nassif? Sempre foi um som – particularmente a seção experimentalista do Bruxo – que instigava muito a imaginação, e eis que este vídeo talvez estrague um pouco o mistério, mas vale a pena o risco. Engraçado que no disco eles sumiram com o berro que a moça dá no início. Bem, lá vai então.

Return to Forever – Hymn of the 7th Galaxy

Cansei de ficar falando de política. O pleito federal parece decidido. Talvez deva comentar ter nessa semana cumprimentado meu candidato pessoalmente, ainda que por outras questões tenha perdido quase todo o evento com ele.

O acontecimento maior fica sendo a chegada com um pacote de LPs há muito aguardados. Algumas coisas fantásticas como o Trout Mask Replica estão lá, e um Vandermark 5 que ouço agora e que merecerá certamente sua própria postagem.
Mas me achei na obrigação de comentar o estupendo álbum Hymn of the 7th Galaxy, do Return to Forever, o grupo de fusion (pra mim, a expressão máxima do estilo) capitaneado por Chick Corea e com nada menos que Stanley Clarke por fiel escudeiro. O disco é o melhor do grupo, com o ponteiro sempre no vermelho; instrumentos sempre muito bem tocados, mas sem pedantismo. Uma combinação de rara felicidade. Bill Connors (guitarra – eu sempre pensei que fosse o Al di Meola!) e Lenny White (batera) completam a trupe.
Já escutei muito esse disco, tendo-o baixado em MP3. Mas agora, com o vinil, sei como ele foi concebido. A riqueza de texturas é realmente insuperável, além das dimensões subjetivas de cor, calor, e “presença”.
É claro que ainda dá pra apreciar digitalmente. Fica para vocês gostinho, no vídeo a seguir.

Viva o Presente!

Este escriba não gosta de falar da própria vida, mas às vezes o faz. Combinemos assim: serei breve. Estou em um bom momento de construção de um novo presente, olhando pro futuro, e usando com sabedoria alguns elementos do passado (rechaçando alguns outros). Tenho inclusive recriado minhas experiências em ficção, publicada no Piparote. E mais não posso dizer por ora; em breve prometo compartilhar mais detalhes, a quem possa interessar.

Mas a postagem na realidade não é sobre mim. É sobre duas fantásticas bandas que soltaram álbuns fantásticos no passado, mas recusam-se a sofrer daquela tão costumeira decadência, e vivem um ótimo momento no presente, como eu. Univers Zero é o grupo belga de rock de câmara que fez parte do Rock in Opposition, e aí está até hoje; já o Miriodor, que vem do Québec, é mais recente, e segue a mesma tradição, apenas com instrumentação mais convencional e um humor mais pra cima. Não vou me estender muito, estão aí os elos pra wikipedia com mais informação.

Univers Zéro lançou em janeiro deste ano o excelente álbum Clivages. Não acrescenta muito ao repertório deles? não importa, é UZ em sua melhor forma!

Já o Miriodor se saiu ano passado com Avanti!, seu sétimo trabalho. Confesso que logo que coloquei o disco pra tocar fiquei decepcionado. A música é bem menos “acrobática” do que no Jongleries Élastiques ou no Mekano. Mas o disco vai te ganhando aos poucos e, se não se destaca ante os citados, garante uma boa continuidade para os canadenses.

Quem tiver a chance de importar uma dessas belezinhas, ou baixar os MP3 ao menos, não irá se arrepender.

Pirando pra Dentro

Dave Douglas veio ao Brasil em 2001, e eu dei a sorte de ver na TV um trechinho com ele, em que me chamou a atenção o baterista: ele espancava a batera mais do que um metaleiro. Considerando meu passado roqueiro, é claro que isso conta. Fui até a loja e comprei o Soul on Soul, e o batera de fato detonava: Joey Baron (não sei se era o mesmo). Sei que fui buscar mais na rede sobre o trumpetista e descobri que aquele era um disco “careta”, e que Douglas tinha trabalhos mais experimentais, como o magnífico Freak In (2003): tablas indianas e batidas eletrônicas convivem com a maior naturalidade neste discaço. É um jazz elétrico, frenético boa parte do tempo, continuando a tradição jazz-rock de Miles Davis, com um toque mais hodierno. Marc Ribot (do Bar Khokba Sextet, de John Zorn) é o guitarrista, enquanto Jamie Saft e Ikue Mori (que vi em Lisboa com a Sylvie Courvoisier) acrescentam teclados e efeitos MIDI que dão ao disco um tom modernoso, clubber até, mas nunca esquecendo o requinte de um instrumento bem tocado. Mais de uma faixa faz referência ao Fórum Social Mundial de Porto Alegre, como obviamente… Porto Alegre, e Traveller There Is No Road (Viajante no hay camiño… el camiño se hace al camiñar). Então nosso trumpetista é um comunistinha safado. No fim, que posso eu dizer sobre este disco que chegue perto do prazer de escutá-lo? Digamos então que seus pontos fortes são a inventividade, a grande riqueza rítmica e tímbrica, os solos de Douglas… Eu sugeriria inclusive o Freak In para aqueles que pensam que jazz é chato. Aqui vai só uma palhinha para vocês:

Robin Cox Ensemble

Na última postagem musical comentei sobre a estação Counterstream, sediada no live365. É uma das estações com a etiqueta de “avant garde” que me auxiliam a suportar um trabalho idiota. Eles tocam uma série de nomes, muito interessantes, que eu nunca ouvi falar, e que não consigo depois achar mais coisa em mp3, o que é o problema com os torrents. Por isso resolvi lançar uma ofensiva mais ousada e encomendar o CD Faster Than That [2009] de um dos nomes mais recorrentes por lá: Robin Cox Ensemble. Trata-se de um arranjo bem equilibrado de violino (o próprio Cox), cello (Maggie parkins), clarineta (Marty Walker) e dois percussionistas, com ênfase em teclados (Erik Leckrone e Eric Mellencamp). Como descrever? É música contemporânea sem muitas arestas para afastar o candidato a ouvinte – não que eu não goste de coisas extremas, hehe. Às vezes pode lembrar Phillip Glass ou Steve Reich (dado o protagonismo da percussão) e em momentos remete a Piazzola. Enfim, se não é aquele avant garde que vai rasgar seus ouvidos, é música inovadora e de bom gosto, que vale a pena conhecer. Por isso incorporo aqui o vídeo de Levitation Games. Como o som dos vídeos não está lá essas coisas, vou também incluir a faixa Drive, só áudio.

Elvis Costello & Bill Frisell

Volapük – Dunaj

Album: Slang! [1997]Guigou Chenevier – Drums, Marimba, Voices, Clavier, SanzaTakumi Fukushima – ViolinGuillaume Saurel – Flute, Engineer, Violoncello, MixingMichel Mandel – Clarinet, Clarinet (Bass), Taragat

Henry Cow – Nirvana for Mice

Encomendei o LP Leg End do Henry Cow e aguardo ansiosamente. Enquanto isso, fiquem com a faixa de abertura – a aparição oficial deste fantástico grupo que foi o Henry Cow: Nirvana for Mice.

Sylvie Courvoisier’s Lonelyville: Cosmorama

Sylive Courvoisier: piano, composition; Mark Feldman: violin; Vincent Courtois: cello; Ikue Mori: electronics; Gerald Cleaver: drums. No Jazz em Agosto 2008, além de Zorn/Frith e Brötzmann Chicago Tentet, vimos a Sylvie Courvoisier. Como não achava na rede, encomendei o CD. Cosmorama tem o ostinato mais hipnótico da história. Subi no Youtube: mais um serviço à humanidade que não será reconhecido.

Morton Subotnick

Mingus @ Montreux ’75 – Devil’s Blues

John Cage: Primeira Construção em Metal

Com o Perdão de Duke & Trane

E de Elvin Jones, é claro.

A True Zen Saying

King Crimson: Happy With What You Have To Be Happy With.
Com o Adrian Belew parecendo o palhaço assassino e tudo!

Peter Brötzmann Chicago Tentet @ Amsterdam 2009

Detalhe: eu tinha planejada uma viagem à Europa que incluiria exatamente esta apresentação. Não deu certo… Mas tive o privilégio de vê-los em Lisboa no Jazz em Agosto 2008.

Karnak: Depois da Chuva (Estamos Adorando Tokio)

Ornette Coleman/ Pat Metheny/ Charlie Haden/ Jack DeJohnette/ Denardo Coleman: Endangered Species (Song X)