Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Nostalgia 1

fevereiro 10, 2019

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FABRÍCIO – Caramba, até que enfim! Como cê tá?

JOEL – Tranquilo, cara. Desculpa, meu voo atrasou um bocado.

DAVI – Nem me fala, eu esperei uma hora no aeroporto. Já tô quase bêbado.

FABRÍCIO – Faz uns anos que eu não te vejo. Nem e-mail você responde!

JOEL – Vocês já estiveram com o noivo?

FABRÍCIO – Ah, o Firula? A gente encontrou ele ontem.

FABRÍCIO – Ex-Firula.

DAVI – Ele não gosta mais de ser chamado de Firula.

DAVI – Ele muda de assunto quando a gente fala naqueles tempos.

JOEL – Pois eu acho que a gente deve respeitar. Foi bacana dele nos convidar, e acho que só assim mesmo pra gente se rever.

FABRÍCIO – E esses copos vazios? Garçom, faz favor! Justo num momento perfeito pra brindar?

DAVI – Eu vejo que você também não perdeu tempo por aqui.

JOEL – E eu estava tomando vinho no avião.

DAVI – Quero ver chegarem inteiros no casamento.

FABRÍCIO – Ah, agora sim. Valeu, meu cumpadi. Eu gostaria de erguer um brinde… à eterna, inigualável, insuperável e inesquecível República Kátia Fire, celebrando seu jubileu de cânhamo e o casamento do ex-Flanela.

TODOS – Viva! Aê! Viva!

JOEL – É bom demais estar com vocês, caras. Aquela época tinha um encantamento.

DAVI – Com ácido e cogumelo todo o tempo, tinha por certo.

FABRÍCIO – Todo o tempo, não, mas o bequinho era todo o tempo.

JOEL – Pra mim ainda é o tempo todo, talvez mais. Hoje eu não sinto culpa.

DAVI – Eu acho que se eu fumo duas vezes por ano agora, é muito.

JOEL – Até uma gotinha, de vez em quando, vai.

FABRÍCIO – Ácido? Nossa, há quantos anos que eu não tomo. Acho que a última foi aquela com você, que a gente se perdeu na matinha?

JOEL – Putz! Puta perrengue. E quando a gente chegou, comeu o bolo do Flanela sem saber que era de maconha e ficou três vezes mais louco.

FABRÍCIO – E você tem um canal bom lá no Rio?

JOEL – Tenho uma conexão internacional, coisa fina. Eu até trouxe um pouco, na verdade.

DAVI – No avião? Você é louco?

JOEL – Qual é o problema? O detector é de metal. Vem no bolso, de boa, um tubinho.

DAVI – E como tá lá no jornal?

JOEL – A gente tá falando de dorgas e você vem falar em trabalho? Sai fora.

FABRÍCIO – Isso mesmo. E mais uma aqui, camarada! Poxa, eu fumo só às vezes, mas eu tô fora de qualquer circuito, não tenho um canal, aí preciso ficar pegando paranguinha na República, isso é foda.

DAVI – Porra, canal é tudo. Lembra em quanta roubada a gente já não se meteu atrás de um beque?

JOEL – Putz, aquela vez que eu tava com meio metro na mochila e o policial sentou bem ao meu lado no ônibus. Eu fiquei pálido e ele se ofereceu pra ajudar ainda.

DAVI – A gente teve de descer e pegar o próximo. Mas a pior foi entrar no São Raimundo de madrugada.

FABRÍCIO – Foi aquele dia que as meninas da sociais apareceram e todo mundo estava seco. Até metralhadora apontaram pra gente.

JOEL – A cada boteco chamavam a gente de playboy, achei que a gente ia ser depenado.

FABRÍCIO – E quando a gente voltou elas já tinham ido embora.

DAVI – E quando batia a seca?

FABRÍCIO e JOEL – Putz!

DAVI – A gente ia bater no Velho Fu, que vendia aquele beque podre, cheio de terra.

FABRÍCIO – Ele era completamente louco. Uma vez ele bateu com um pau no Cesinha, do nada.

DAVI – E o tio da marmita, hein? Cinquenta coxinhas! Enquanto ele não rodou foi lindo. 

JOEL – Uma época tava foda, ninguém conseguia nada por meses, e a gente descolou um contato na praia, que não sei quem conhecia. Combinamos tudo e pegamos a estrada, a Débora e eu, dirigimos horas só para chegar até lá e não conseguir falar com o sujeito.

FABRÍCIO – E você, Davi, naquela viagem pro sul, perguntando pro vendedor de banana quem vendia uma parada? Aquela é clássica.

JOEL – O Davi era um fissurinha na época, agora encontrou Jesus.

DAVI – Vai à merda. Eu estou casado e engravatado, minha vida mudou.

JOEL – E aquela na Bahia, que o carinha deixou o artesanato dele de garantia e nunca voltou.

FABRÍCIO – Foi na mesma trip que você comprou ácido falso.

DAVI – Nem fala. Sei que por um semestre toda mina que eu pegava ganhava uma tornozeleira de hippie.

JOEL – Bom mesmo era a época do Julião, lembra?

DAVI – Nossa, o cabuloso. Aquele cara era maluco. Um dia eu fui na casa dele e tinha três metrão, desse tamanho, tinha o selinho da Feiticeira ainda.

FABRÍCIO – Ele devia ter costas quentes, pai militar, alguma coisa. Vocês vão almoçar? Eu estava esperando vocês para pedir.

DAVI – Lembra do Túlio? Da moradia? Meus primeiros doces eu pegava ali.

JOEL – Ele foi em cana.

DAVI – Eu sei. O esquema dele era escancarado. O Lombriga era mais discreto.

JOEL – Isso foi nos primórdios.

DAVI – Sente saudade daquela época, Fabrício?

FABRÍCIO – Sinto bastante, foi uma fase boa. Mas a vida segue, muda. Como não mudaria? Quem aguentaria aquilo para sempre?

JOEL – Por mim, a gente podia fumar um agora.

DAVI – A gente nem almoçou! Você escolheu?

JOEL – Depois do almoço, eu digo.

FABRÍCIO – Eu topo, e conheço o lugar perfeito aqui perto. Camarada!

Acaba Mundo CCXXX

fevereiro 10, 2019

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Hoje são dez de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Gilmar Mendes está tendo a vida devassada, e muito embora eu nada simpatize com o sujeito e aposte minha mão direita que a maior parte dos HCs dele são vendidos, vejo aí mais um sinal de desmantelamento institucional e possivelmente uma vaguinha sendo cavada para o Sarraceno. Mais uma festa com tema saudoso da escravidão, da editora da Vogue, com direito a Caetano e Gil e Orquestra Rumpilezz, por quem tinha um puta respeito. Alexandre Garcia aparece dando palestra no exército fantasiado de soldado, mas eu não costumo julgar os fetiches dos outros, né, o  meu é por pés femininos, o dele por graxa de coturno, que seja. Maia diz que todos podem trabalhar até oitenta anos. Deputado do PSL aventa proibir anticoncepcional e depois volta atrás. Lula sofreu nova condenação, pelo tal do sítio, nas mãos de outra juizeca neonazi. E por aí vai esse país. Saudade de quando a gente falava mal do Brasil só por esporte. Revela-se que a igreja católica está sendo monitorada pela abin; pois eu digo que é ditadura desde dezesseis. Notícias dão conta de que o presimento está melhor, o que não chega a provar nada. Na França, os coletes amarelos de esquerda e direita começam a se desentender, e a coisa fica interessante. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCXXIX

fevereiro 9, 2019

Hoje são nove de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Dia de dor e confusão. Dor pelas tantas tragédias de natureza criminosa e confusão porque andei tomando remédio pra dormir e isso bagunçou minha cabeça por dias. Comentar o miúdo está fora de questão. Única coisa boa foi comprar ingressos para ver o mestre Hermeto. Até amanhã e acaba mundo.

Acaba Mundo CCXXVIII

fevereiro 8, 2019

Hoje são oito de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Polícia segue matando a esmo no Rio, rapazes que aspiravam jogar no Flamengo são mortos em incêndio de abrigo improvisado. Governo quer reinstituir manicômios e eletrochoque, e o próximo passo deve ser a lobotomia. Incrível como o louco é perigoso pra ordem. A mim só me resta seguir sendo louco, e tentar escapar dos alienistas de plantão. Puta sociedade que não sabe lidar com o ser humano que é sua matéria. Aos diabos. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCXXVII

fevereiro 7, 2019

Hoje são sete de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Bolsonro está mal na semi-intensiva, talvez precise de mais cirurgia e mais bolsa. Ao contrário de muito gincaneiro, desejo-lhe saúde e restabelecimento (seja facada ou câncer). Quero muito vê-lo cair do pedestal onde o puseram, enxovalhado até de seus atuais idólatras. Em vida. Se morre agora vai com uma imagem positiva pro panteão. Mas ao fim e ao cabo me é indiferente, e tenho até mais medo o Mourão, o neo-hippie. Gostaria de falar de outro assunto mais agradável, mais positivo. Não disse outro dia que queria escrever sobre boas notícias? Pois então, vosso escriba está matriculado no doutorado no IEL-Unicamp. Minha rusga com a Cadimia teve de ceder, ou quem não ia a parte alguma era eu. É óbvio que se Hamlet não merece muita atenção, Lucrécia não tem a menor chance. Mas eu nunca fui feito para trabalhar no mercado financeiro nem nada. De que me queixo? O trabalho é a paga. Barão Geraldo lá vou eu de novo. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCXXVI

fevereiro 5, 2019

 

Hoje são cinco de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Primeiro dia de trabalhos na complicadíssima assembleia legislativa carioca, com seus quatro deputados presos, e já surgem ameaças de morte pintadas no carro de Dani Monteiro, ativista negra periférica, amiga e assessora de Marielle. Certamente a intimidação se estende a Mônica Francisco, que atende pela mesma descrição, e em quem votei. Quem susta as milícias agora? Um carro da fiscalização de trasportes, serviço explorado por elas, foi metralhado. Quem susta os madereiros e glireiros que invadem terra indígena gritando “agora é bolsonaro”? Será que sem ter a quem a recorrer e vendo o estado protegendo descaradamente apenas uma minoria de proprietários, será que a população não se insurge finalmente? Duvido. Quem olha pra baixo e vê alguém mais fodido já clama pela “manutenção da ordem”. FHC acorda do coma e decreta que a deposição de Dilma foi um golpe. Melhor não comentar o óbvio. O pacote do Sarraceno não foi bem recebido nem pelos veículos tradicionais nem pela OAB, que parece ensejar uma mudança no seu comportamento tão pusilânime de recentemente. Ao que me consta sem ser perguntado, o fascista de Maringá garantiu que o pacote não é autoritarismo nem fascismo, o que vai para a galeria dos maiores recibos passados. Também disse que quer “resultados” e não agradar a professores de direito penal, admitindo o desprezo pelo Direito como um todo e por qualquer crítica. A guarda municipal em Praia Grande nem esperou a aprovação, e matou um ciclista desarmado numa briga de trânsito: legítima defesa. Como já comentei, precisei voltar a mexer no Hamlet, mas foi ótimo porque havia muitos detalhes a corrigir ou melhorar. De modo que dei o trabalho por pronto, ou antes só vou empreender nova revisão se alguém se interessar em publicar. É um trabalho já de dez anos, formativo na minha trajetória, e do qual me orgulho. Reconhecimento a gente sabe que quem tem hoje em dia é youtuber, então melhor não esquentar a cabeça com isso. Mas se o desavisado leitor se interessar é só conferir o link na aba lateral. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCXXV

fevereiro 4, 2019

Hoje são quatro de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Renan se sai com uma machista nota contra a jornalista Dora Kramer e ainda tem um monte de gente babaca pra dizer que não gosta dela então vale. Eu já prometi largar o twitter umas quantas vezes, então não vou cometer perjúrio de novo, mas é um porre às vezes. Ontem eu tive duas interações desagradáveis, uma com o sujeito que passou meu trecho de Macbeth no tradutor automático e quis bancar o bully quando eu reclamei e outra quando eu questionei uma das inúmeras piadinhas sobre a “redundância” da lei anticrime do Sarraceno. Pois agora ficam mais claros seus artigos, que institucionalizam o fascismo lavajateiro, a execução sumária (basta ao policial alegar “violenta emoção”), a chantagem judiciária, o cumprimento antecipado da pena. O texto cita algumas facções célebres pelo nome, e se refere às milícias como milícias, de modo que qualquer preso vai receber o carimbo de CV ou PCC do delegado e os milicianos nunca serão ligados a suas quadrilhas. Também se importa da gringa o acordo judicial, ou plea bargain, que mantém gente inocente (e pobre, preta) presa sem julgamento por intimidação estatal. Já Bozokid F pode contar com acordos muito mais vantajosos, de modo que os procuradores que ousaram investigá-lo já foram afastados, e com a velocidade com que escândalos e tretas brotam, a tendência dessa história é sair no mijo, o que aliás foi a primeira coisa que eu disse. Se meu pessimismo furar será por algum cálculo interno, não pela idoneidade das instituições. Brasil cria incentivos para o lançamento de candidaturas femininas e o que fazem os partidos? Bingo: lançam candidaturas fantasmas para acessar o fundo. Ministro do turismo do Bozo foi pego no esquema, e deve ser sacrificado sem grandes consequências, e o maior indício é que o Sarraceno, geralmente mudo sobre a sujeira da camarilha, disse que vai ver se vale fazer alguma coisa. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCXXIV

fevereiro 3, 2019

Hoje são três de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Sabrina Bittencourt, que havia denunciado o charlatão João de Deus por abusos sexuais, cometeu o suicídio após sofrer perseguição. Jean Wyllys, que optou por deixar o país, agora é usado por babacas, Renan inclusive, como exemplo de covardia. Filme que aborda terapia de conversão de gays tem lançamento no país cancelado pela distribuidora, em provável ação dos fanáticos dentro e fora do governo. Olavo conclama ao fechamento dos “partidos do foro”. Me faz quase torcer pelos milicos que querem isolar esse imbecil, pelo menos eles jogam a sério; Araújo já foi enquadrado e não pode mais dar um pio sem autorização da turma quatro estrelas, já se diz. O Senado teve mais um dia de grotesquerie com direito a voto sobrando na urna, provas da fraude destruídas e repetição com votos anunciados. Passou-se por cima do STF e elegeu-se, com a desistência de Renan, o amapaense do Oxiúro, mais um sujo vendido como nova política, tão novo que é da velha Arena, a qual agora preside as duas casas. As credenciais do novo articulador parlamentar do governo incluem integrar o abominável grupo de extermínio capixaba Scuderie Le Cocq. Que vontade de escrever sobre uma boa notícia, mas não está fácil. Acaba mundo.

Não se pode culpar o Gouveia

fevereiro 2, 2019

Seja no intervalo do esporte ou nas altas camadas da atmosfera, a consistência do cacto é posta à prova, através de ditos dúbios e convalescentes. E o que resta aos pródigos é processar o banco, sincronizar o jaleco do peixeiro com o trocadilho do andarilho. Não se pode culpar o Gouveia, que apontou a discrepância de distritos aparentes, mas se ele almoçou bem já é alguma coisa. Agora que o rio morre e os utensílios não mantêm a mistura para além do piso, já nem basta dizer. É um travesseiro de dinamite que me impede de fazer a barba. Através das frigideiras sempre gargareja um cântico, pasteurizando o síndico. Sobrou a altivez da mímica, o desprendimento das tomadas, para contar história, e tudo que o detergente registra cancela o súbito ressarcimento das ligas. E por baixo do conforto se desgastava a piscina, a ponto de denegrir as correias do vizinho. É uma batalha de vírgulas, e não carece que caroços acariciem o cárcere. Um dia o lambari vai pescar a si mesmo.

Acaba Mundo CCXXIII

fevereiro 2, 2019

Hoje são dois de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. A eleição no senado tomou contornos grotescos, o que não é mais surpresa. Um determinado Alcolumbre, senador pelo Amapá, apadrinhado pelo Oxiúro, deu golpe na mesa e, apesar de candidato, fez-se presidente e fez alterar, contra o regimento, o regimento que prevê voto secreto, apostando no constrangimento que os colegas teriam de votar na “velha política” do Renan. A casa virou uma bagunça com Kátia Abreu roubando a pasta dos trabalhos para sabotar o usurpador, e o público descobrindo que Esperedião Amin e Tasso Jereissati estão vivos e com mandato. A noite acabou com Maranhão, o mais idoso, estabelecido na cadeira para o prosseguimento nesta manhã. Na madrugada, Toeffee soltou a canetada restabelecendo o voto secreto; o legislativo deveria saber limpar a própria bunda, e o ministro não merece qualquer elogio, mas a decisão é correta. Mas isso não é tudo, circula que o usurpador da mesa mandou instalar uma sonda no pinto para não precisar se levantar nem para ir ao banheiro. Nem Garcia Márquez pensou nessa. O abraço de Renan e Bozokid F é revelador, bem como o telefonema que já foi comentado: a guerra é interna à camarilha, é Oxiúro versus Posto Ipiranga. Se o problema do PT foi conviver bem demais com o antigo modus operandi, parece que o clã bozonazista peca, mesmo com uma pauta que reverbera no legislativo, por não saber lidar com velha, nova ou qualquer política. E a esquerda? Está até agora fazendo aritmética especulativa para saber quem traiu quem, há quem critique o PT por lembrar Lula em suas manifestações, quem critique o PSol por não lembrar (e deveria mesmo lembrar), e as duas siglas juntas tentam barrar a fusão do PCdoB com o PPL para se salvar da cláusula de barreira. Como já disse antes, este momento sombrio poderia ao menos servir para unir todo mundo que não é extrema-direita contra essa vaga, mas já viu. A direita tradicional e o mal-chamado centro já estão no colo do mito, e a esquerda bate cabeça como sempre, ou como nunca. Um deputado estadual de Goiás assumiu com chapéu de caubói e uma moreninha brejeira dos goiases no colo, mais um pouco saca uma arma e atira pra cima; não que não tenham entrado deputados e assessores armados no plenário, na capital, como se não fosse nada. Tem um sujeito que tenho até evitado comentar, que de opção dos esquerdistas “ponderados” se tornou auxiliar do Bozo para aprovação do desmonte da previdência. Que seja. ONU manda dizer que Maduro, que eu acreditava que cairia do galho muito antes, é legítimo. A melhor proposta é a do Mujica, traz a ONU pra consertar, e aproveita faz o mesmo no Brasil, né? Mais uma do ministro do obscurantismo: brasileiro é canibal e rouba coisas de hotel – será que ele sabe que bloquinho e caneta são brinde? – e até assento de avião. Mal posso esperar o próximo voo para roubar o assento, nunca tinha pensado nisso; vou segurar ele contra o peito e desejar bom dia à comissária na saída. Acaba mundo.