Acaba Mundo CCCLXXI

Hoje são dezenove de outubro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Prossegue o enrosco de PSL e Bozo, acusado de pedido carona e tentar roubar o carro; agora o bozokid do hambúrguer foi alçado a líder do partido e derrubado em minutos, restabelecido o delegado goiano, que chamou o Bozo de vagabundo, eu “impludo” o presidente e tal e coisa. Joice foi apeada da liderança no congresso, Zambelli e outros ameaçados de punição, e o Silveira (infame pela placa da Marielle) teve pedido de cassação encaminhado ao comitê de ética pelo próprio partido (por gravar reunião), o que é inédito. Fala-se em partido que acolha os Bozos, fala-se em fusão do dezesssete com a Arena, e enquanto isso o PMDB de sempre se torna o maior esteio do bozonazismo, controlando as lideranças. Mais uma polêmica boba da cultura do cancelamento, Freixo tira foto de Miranda com Frota, parece que era uma brincadeira com um boato; Miranda teve que pedir perdão. Outro dia a Campos Mello pediu perdão por dizer, com toda razão, que “eu avisei” não leva a nada. MPF aponta que decretos armamentistas de Bozo favorecem o armamento das milícias. Também o MPF recomendou absolvição de Lula e Dilma em processo estapafúrdio; mas no processo do Frei Chico a acusação recorreu. Weintrolha, em performance grotesca, anuncia o fim de (parte dos) cortes, mas liberar a grana quando nem há tempo de gastar é quase um truque, pois o que não é gasto é supresso no ano seguinte. Bozokid C escreve tuíte em nome do pai com indiretas a Villas-Boas, apaga e pede perdão, confessando a presidência vicária. A renda dos um por cento do topo vale trinta e três a renda da metade de baixo, e a desigualdade nunca foi tão grande desde que é medida. Um pecuarista foi plantado no Incra, no lugar de um general que barrava os absurdos; nunca achei que diria isso, mas volta milico! No NE o povo se expõe a intoxicação para limpar as praias, e o governo nada. Uma das empresas suspeitas pelos tonéis da Shell se chama Super-Eco Tankers Management. Pesquisa por telefone da Veja aponta trevas para vinte e dois. Trump é criticado de todos os lados por sair da Síria assim cold Turkey (entendeu?); cinquenta bombinhas dos godemes ficaram “reféns” da Tuquia. Ele anunciou desistência de sediar o gessete no próprio hotel em pleno processo de impixa. Caliban, o chefe de governo britânico, bate o pé mas perde; seu acordo é rejeitado e ele será forçado a pedir mais prazo. Sublevações de alguma sorte já ocorreram no Equador (paquetazo), Egito (ditadura), Líbano (whatsapp como estopim), Catalunha (separatismo), Chile (aumento do metrô), Hong Kong (agitação e autonomismo), e em Bruzundanga tudo calmo. No México, a puliça (DEA?) tentou prender o filho do Chapo e teve que soltá-lo após ter soldados feitos reféns. Legaliza tudo. Acaba mundo.

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