Acaba Mundo CCCLXVIII

Hoje são nove de outubro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Hoje a orientadora aceitou minha proposta de projeto de tese, pondo fim a um impasse desagradável; então eu devia celebrar sem deixar a política estragar tudo, mas cá estou. Confirmando boatos, Bozo deixou seu partido, no qual embarcou só para concorrer, tendo sua sustentação “alhures”. Pode significar que vai derreter mais ainda ou que será encampado de vez e normalizado de vez pelo establishment. Ele vetou lei que previa assistência psicológica nas escolas, é claro, nem escola ele queria, queria fanáticos religiosos deseducando os filhos em casa. O mesmo bozo agora foge de todas as entrevistas e diz que o Queiroz tá com a mãe de quem perguntou, e sugere boicote à Lhofa (ele ou quem tuíta por ele), por fazer jornalismo e publicar a fala do assessor que jogou merda no ventilador dizendo que o dinheiro desviado das candidaturas femininas (uma merreca nessa conta) foi para as campanhas de Álvaro, o morto-vivo ministro do turismo, e Bozo. Sarraceno também reagiu, como se advogado do chefinho fosse, e acesso tivesse à investigação – cof cof – sigilosa; dizem que há guerra fria entre as duas figuras, Sarraceno banca o sabujo com olho na cadeira. O congressso derrotou-lhe a, vejam só, publicidade do projeto de lei “anticrime”. Canal, da receita, da lava rato, preso por extorquir investigados, diz que espalhou dossiês por aí, afinal, tanta gente já morreu ligado a essa operação (Teori?). Lula rejeita entrevista com Padilha, famoso pelo fascista tropa de elite e pelo lavajatista mecanismo (ele quer se redimir). Bozo se recusa a assinar o Camões do Chico, o que é uma segunda homenagem. Eleição de conselho tutelar gera uma corrida: temendo religiosos, esquerda se mobiliza e elege uma boa parte das vagas, o que é tratado como ameaça na imprensa. Censura na Ancine revertida judicialmente, uma das poucas boas novas. E a borra de petróleo, jogada como se não fosse nada pelo negócio do petróleo, já é o maior desastre dessa natureza no país; o presidente? “não fui eu”. Os godemes se retiram do norte da Síria para que Erdogan possa chacinar os curdos, isso depois que os curdos derrotaram o misterioso Daesh ou ISIS; a região é palco de iniciativas anarquistas e feministas, e isso corre o risco de ser massacrado. Enquanto isso Trump alega ter sabedoria inigualada. No Equador, a população faz um lindo espetáculo, em especial a indígena, o governo de Lenín fugiu para Guaiaquil, e há grande expectativa quanto ao quase vizinho, por eles e pelo exemplo. Acaba mundo.

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