Arremedo de rádio

Ninguém vai me convencer que os crustáceos saboreiam o relâmpago, ou que o descaso do bosque financia um tropeção. Isso que o polvo sugere ao cansaço é um arremedo de rádio. E não adianta dilatar a lataria latente, porque já desde a última migalha as falhas não elucidam o abecedário, e anoitece do lado avesso. O máximo que o mimetismo aluga é um contorno inefável do riso na esquina da inquietude, ou um amálgama de mato e mistério em alguma parte do todo. São tempos de compota, de reversão dos cílios, é melhor separar o suporte e dirimir a caldeira. Quisera eu que o quociente repousasse no subterrâneo, mas ninguém liga pro lago e a cotovia não vê mais. Há de restar uma papoula em alguma torradeira, ao alcance do cônsul. Até lá se prepara o papagaio e goteja o júbilo.

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