Acaba Mundo CCXCIX

Hoje são quinze de julho de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. A ideia é destruir tudo, da creche à universidade, e o MEC faz gracinha com astrologia para desviar a atenção. Outro capítulo que vem por aí é a reforma tributária, que promete tornar o sistema ainda mais regressivo, nivelando alíquotas de bens essenciais e supérfluos, e baixando a alíquota máxima de IR para vinte e cinco. Malafaia sofreu coercitiva e reclama de não ter sido chamado a depor, mas como é o Malafaia aí a turminha acha um barato. Ele dizia algo sobre receber um depósito de um traficante, lembremos da apreensão de brizola com crentes (eu aposto que eram crentes). A PFDC da brava Deborah Duprat, cujo motorista é um dos mais assíduos leitores da coluna, o Rafael Santos, soltou uma nota arrasadora em defesa do estado de direito e da liberdade de imprensa; o jogo está sendo jogado (a opinião pública não ia mesmo mudar por mágica e é besteira minha lamentar isso, como tenho feito). Também o MPF, no RS, peitou decreto do Bozo extinguindo cargos nas universidades, em desprezo à própria lei invocada, e uma vez que não estão vagos. Anuncia-se que o Banco do Brasil também vai vender subsidiárias, BB Tecnologia já está na mira. Cessem as teorias de que Eduardo Cunha não está preso; ele acaba de virar notícia sendo rejeitado como juiz de futebol do torneio de Bangu. Pará também já está tomado por milícias, que disputam o tráfico com o Comando Vermelho. É preciso por um fim ao proibicionismo, mas não parece muito perto. Meus medos vão se confirmando, e sai mais uma leva de revelações de cunho moralista na VazaRato, através do Azevedo. Daqui a pouco punem o Tanga Frouxa pelas palestras para satisfazer a indignação, Sarraceno fica lá pelas gringas e Lula segue em Curitiba. Aliás, o palpite de que o afastamento de Moro era para que a PF agisse, mas não sob seu comando, parece que vai se confirmar: dizem que vão prender “o hacker” esta semana. É como a piada do torneio entre SWAT, Scotland Yard e PM para recuperar o coelhinho, e a PM vence porque extrai a confissão de ser um coelhinho de qualquer pobre coitado. Deve ter um ator se preparando para o papel. Prender o jornalista eles não vão, pois é cidadão americano e porque isso não impediria as revelações. Acaba mundo.

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