Acaba Mundo CCXCVIII

Hoje são quatorze de julho de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Saiu uma matéria da VazaRato enfocando vantagens pessoais de Tanga Frouxa e tchurma. Na minha visão é um caminho meio equivocado num caso que é eminentemente geopolítico, mas como brasileiro é ridiculamente moralista, certamente causará o maior impacto de todas. Se um fazendeiro contrata um pistoleiro para assassinar um líder comunitário, o importante é atribuir o assassinato ao fazendeiro, não cobrar moralmente o pistoleiro por ter recebido dinheiro. Fico com a impressão que o financiador do Intercept, Pierre Omidyar, não quer implicar o governo americano na conversa, e o Pepe Escobar suspeita mesmo que os EUA estejam dominando os dois lados da conversa no Brasil: full spectrum dominance; somos gladiadores brigando para diversão dos patrícios romanos. Barrosão, à testa do TSE neofascista, entra na onda da canetada mágica e anuncia voto distrital misto para vereador, num país que nem sabe o que é voto em lista e onde o zoneamento vai beneficiar milicianos e pececês. Bozokid perdeu o pirulito de embaixador: balão de ensaio, cortina de fumaça, ignorância ou tudo junto? Bozo tuitou um vídeo profissionalmente editado mostrando o PT fazendo aquilo que tanto cobram, uma autocrítica; alegava ele que era um vazamento (como se fosse comprometedor). Era cena de um documentário e a diretora vai acioná-lo por pirataria. O teor da fala de Gilberto Carvalho poderia ser parafraseado como “devíamos ter escutado o PSol”. Depois de negar escolta a Talíria Petrone, Mitzel faz o mesmo com David Miranda. A França celebra a Bastilha com uma patética demonstração militar, tanto indício dos tempos bélicos quanto nostalgia da relevância geopolítica, enquanto os coletes amarelos vaiavam. Engraçado que parecemos viver exatamente o fim do ciclo que começou com as revoluções burguesas, e o que vem ainda é obscuro (mas não parece bom). Eu tinha dito que não ia ficar comentando apreensão de brizola, mas não tem jeito. Tinha toda razão o Helenão, tem muita droga no mundo, falta concluir que a legislação é uma farsa (ou um erro interessado). Depois do navio do JP Morgan com vinte toneladas, foram dezoito num submarino, ambos na gringa, e agora meia tonelada aqui no Paraná, num ônibus de “religiosos” (a própria omissão da denominação é suspeita, será a conexão pentecostal-miliciana?). Lembrando que o Brasil quase não consome cocaína, somos sobretudo rota, e essa rota é dominada por gente muito poderosa, parte deles inclusive manda a polícia na favela “combater o tráfico”. Acaba mundo.

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