Acaba Mundo CCLXXXIII

Hoje são vinte e nove de junho de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Operação Lava Roupa. Divulgados trechos em que os próprios membros da fórça-tarefa, e outros do MPF, espinafram Moro e sua atuação ilegal e política, seu affair com Bozo, celebrando no entanto os resultados. Menciona-se até a República do Galeão, que culminou no suicídio de Vargas. Em outro trecho, Tanga Frouxa quer tirar do sovaco uma (segunda) busca e apreensão contra o senador eleito e coordenador da campanha Haddad, Jaques Wagner, em plena eleição, mesmo que “simbólica”, acrescentando: “é agora ou nunca kkk”. A nota do MP foi um primor: o fato de expor uma ilegalidade prova que a mensagem é falsa. Após a Veja expor a “testemunha” que Moro sugere à acusação e com ela trama uma armadilha para interrogar (e se revelou apenas mais um passador de boatos sobre “Lulinha”), o Sarraceno confirmou tudo com uma justificativa bem sólida: “foi um descuido”. O ex-inquisidor usa a mesma palavra dos milicos, o que é um bocado sintomático: “revanchismo”. Nossa delegação ao G20, antes de voltar sem o comissário detido na Espanha, cancelou encontro com chineses após atraso de vinte minutos. Só Trump e Salman Motosserra sorriram ao lado do pária; os BRICS se reuniram como RIC apenas e depois fizeram uma foto dos cinco só pra constar. Merkel arregalava os olhos ouvindo Bozo reclamar da “psicose ambientalista”. Ante Putin, o fascista engoliu todas as bravatas sobre a Venezuela (“para não polemizar”). Portal da “transparência” não é atualizado desde novembro. Enquanto o presimento, por mais que tente governar por decreto, foi escanteado por um governo “secreto” de adultos liderados pelo Maia, João Dória quer bancar o Bolingbroke, aquele que depôs Ricardo II e se tornou Henrique IV, e se reúne com os presidentes das duas casas no recesso. O governador do Tucanistão aproveitou todo o escândalo para condecorar Moro. Eu já imagino o Sarraceno sobrevivendo incólume e superministro do próximo ditador, que se não for o Dória será o Huck, então nunca diga como o parlamentar campeão de votos Tiririca, que pior que tá não fica. Afinal o Brasil é o primeiro país do mundo inteiramente imunizado contra os fatos; a última pesquisa, já depois da VazaRato, aponta que dois terços da população não veem motivos para reprovar Bozonazi, e um sólido terço tá achando tudo bom ou ótimo. No Sul, o apoio cresceu. E eu vejo parlamentares de esquerda celebrando a queda “vertiginosa” de trinta e cinco para trinta e dois. Onda de calor assusta a Europa e mata gente, e por aqui nem faz frio no inverno paulista. Em várias frentes os cientistas estão observando os processos se acelerando. Acaba mundo.

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