Acaba Mundo CCLXXIX

Hoje são vinte e cinco de junho de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Dia movimentado. Mas deixa eu comentar de ontem: lideranças sem teto em SP foram presas arbitrariamente. Vai avançando o arbítrio. Na Espanha, o avião reserva da presimência levava trinta e nove quilos de brizola, um militar foi preso. Pessoal fazendo do avião presidencial avião de carreira. Na Índia, há uma onda de fascismo hindu contra muçulmanos, que já levou a linchamento, e eles forçam as vítimas a pronunciar dizeres religiosos. Não somos só nós que temos um cristofascismo, palavra que começa a circular, eles têm seu indofscismo sob beneplácito do Modi. Revelada explosão, proibida após inspeção, na barragem de Brumadinho; aparentemente, quando sobra explosivo eles detonam, e a proibição sequer foi disseminada aos funcionários. O número de agrotóxicos liberados em Bruzundanga sob o bozonazismo chega a duzentos e trinta e nove. Honduras foi chacoalhado por protestos contra Hernandez, que bancou o FHC para inventar a reeleição para si e parece ter manipulado a votação, mas também ao que parece contra todo o processo desde o golpe de dois mil e nove. Em Vinhedo, uma senhora foi libertada de vinte anos de cárcere privado e escravidão em residência de cidadãos de bem bozonazistas. Pois bem. Hoje o STF mudou a tática, meteu Lula na pauta, votou e derrotou a liberdade de Lula sem chegar a julgar a suspeição de Moro, negando ainda a queixa quanto ao recurso no STJ. Ou seja, decidiu não decidir nada e in dubio pro hell com o Lula. Leviandowski fez o papel de defensor das garantias, Gilmar mais espezinhou os colegas do que foi o indignado que se permitiu ser fora dos autos, embora tenha sugerido a soltura, e Celso de Mello selou, com Faquinha e Lúcifer, um placar há muito decidido. Ridículo torcer por pleito de preso político, mas eu confesso que até tive uma esperança. Rolou até “excesso não é necessariamente parcialidade”, que me remete ao “sexo oral não é sexo” do Clinton. Bem. A melhor coisa do dia foi a visita do Glenn à câmara, já que dá pra ouvir uma pessoa inteligente (os deputados eu silenciava). Ele não disse nada novo, reafirmou o óbvio sobre liberdade de imprensa e sigilo de fonte, foi provocado por duas bozonazistas, uma cobrando sua prisão e a outra cobrando os áudios, ao que o jornalista respondeu que ela se arrependeria da cobrança em breve: “cuidado com o que deseja”. Em outra situação ele comentou que nos chats da Lava Rato a prisão do Lula foi comemorada o dia todo. Bozo, ameaçado nos decretos das armas, revogou os dois vigentes mas reeditou o mesmo conteúdo que legaliza até fuzil em outros três. Já é o segundo arroubo ditatorial, pelo menos. Alcoolumbre, que espicaçou Moro (se fosse político estaria preso), anunciou a CPI da mamadeira de piroca, e lá se anunciam mais horas de atenção a outra encenação que não vai derrubar o regime nem nada. Acaba mundo.

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