Acaba Mundo CCLXXVII

Hoje são vinte e três de junho de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Hoje aconteceu uma divulgação relevante da #VazaJato. Menos pelo conteúdo do que pelo veículo, a Lhofa de Pão Saulo em pessoa. E o Glenn já anunciou que serão vários veículos que publicarão em parceria, e isso pelo menos freia a perseguição. A Lhofa (nunca critiquei) atesta a veracidade do material cruzando com seus próprios registros de comunicações. Quero ver prender os Frias! Por falar nisso, e antes que me esqueça, o oligarca Saad da Bandeirantes queixa-se agora que a Lava Rato quebrou o país; viva, é uma voz insuspeita a fazer circular a constatação. Voltando aos vazamentos, eles retratam um momento em que Moro estava fragilizado após um pito de Teori pela divulgação da conversa da Dilma, que aliás irregularidade alguma trazia, lá atrás no fatídico março de dois mil e dezesseis, quando a bola de neve foi lançada do topo da montanha. Moro mostra-se melindrado pela divulgação, digo vazamento, da planilha da Odebrecht, na qual figuravam políticos com foro especial, o que poria a Lava Rato em rota de colisão com o supremo, mais especificamente com… Teori. Na prática, Moro queria manter sob si investigações federais através de sigilo. Ele pede e o Tanga Frouxa aplica uma bronca no delegado que vazou. Também é evidenciada articulação para facilitar a vida do Sarraceno no CNJ. Entretanto, a revelação que mais vai repercutir deve ser a de que Moro, melindrado com o MBL indo, na melhor tradição fascista, protestar na casa do falecido ministro, chamou o grupo financiado por Koch Bros. de “tontos”. Mas esse conteúdo não é grave? Para quem quer interpretá-lo, é gravíssimo, mas só convence aos convencidos. Moro vai continuar citando gente que escreve em sua defesa para se defender. Vamos ver o quanto a midiazona consegue aguentar. Os ministros do supremo vão precisar de malabarismos cada vez mais ridículos para sustentar a farsa, mas eles a endossaram lá atrás com o Leviandowski acompanhando o golpe parlamentar para dar o selo da ditadura que é em grande medida do próprio judiciário, vendido a governo estrangeiro. Pois cá estamos. A conflagração é na internet, nas ruas o brasileiro médio não está dando uma pataca para a mais séria crise política desde o pleistoceno. Eu passo na frente do boteco perto de casa e quase invejo quem sequer sabe o que é fascismo ou distopia. Acaba mundo.

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