Gratinar o delírio

É um promontório rude aquele que consome a sombra, fazendo-se passar por moluscos débeis, quando o fito da folha era apenas gratinar o delírio e desviar de meteoros. O soro da vírgula completa o cubículo, de modo que os ângulos praticam natação antes mesmo de aprovado o pássaro. Nem mais nem menos. Nem a marcha das artérias chega a ser indicativo da páscoa, nem bola de gude é remédio pra coceira, isso qualquer poodle sabe. Ainda não inventaram a máquina de sugerir amêndoas, mas enquanto o sítio é triste o transeunte transpõe o Báltico, já pensou? E de cócoras? A precisão das janelas escorre por cima das nuvens, permitindo ao menos ao dinossauro uma chance de eleger os mendigos. Era tudo um truque. O resto do vitupério convoca as traves da convalescença como quem derretesse os gases ou conseguisse uma vaga. Perdão pela insistência, é que drama é frígio, quase um astronauta latente, e isso exige uma comissão. Quer dizer que qualquer abóbora biliosa revira a vértebra da víbora sem que o inevitável frutifique? Será que o perdão das plantas não é mais que a tagarelice das rotas mais inconspícuas? É melhor levar um casaquinho.

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