Acaba Mundo CCXXII

Hoje é primeiro de fevereiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Entra hoje a nova legislatura. Confesso que não li uma análise de sua composição, mas vai na toada da outra, dominada por BBB, com o fenômeno fascista piorando as coisas, muito embora tenha entrado gente boa pra brigar pelo PSol, como a Talíria em quem votei, e o Cinco, em quem votaria se tivesse direito a dois votos. Tem toda essa história das presidências das casas, que tenho evitado de comentar pra não me perder no miúdo. O peso-pesado na câmara é o mesmo Maia, com quem o PT flertou e PDT e PCdoB fecharam; o novato Freixo foi lançado como a resistência, e faz muito concorrendo. No Senado, o astuto Renan costura mais um termo; Bozo já havia advertido os filhos que não lhe tacassem merda, e agora fica claro que ele o endossa, num episódio que envolveu um telefonema do presimento, sua divulgação, a divulgação de que o presimento telefonara aos outros candidatos e a revelação que os demais telefonemas se deram depois do vazamento da primeira informação. Não disse? Estou me perdendo no miúdo. Enquanto o ministério desacredita a escola, cada vez mais escolas são geridas pela polícia; se fosse apenas uma incongruência do tipo hospitais geridos por carnavalescos, estava ótimo, há uma agenda extremamente autoritária nessa prática. E passa por normal, muita gente obviamente apoia, acha ótimo. O ministro astronauta garante que não haverá viés na ciência e nas bolsas, mas diz isso em Telavive, a terra do Nataniel, o que o alinha com presidente, chanceler e fanáticos. Eu acho positivo ler isso, já que sou público interessado, mas quero ver os atos, não as palavras. Marco Aurélio, como esperado, destrava investigações sobre Bozokid F, mas agora este assume como senador e terá de fato foro privilegiado, e eu não me assustaria se a decisão do ministro cair. Acho que isso acaba se dissipando, como se dissiparam as do Temer. Bozo tá de boa com os (prováveis) presidentes das casas, contou com ajuda explícita da suprema corte topa-tudo na eleição e depois, cai nada. Não é a gravidade do fato, é a sustentação política, vide Dilma. Pessoal já tava fazendo apostas e especulando sobre plano M. Claro, há que ver adiante aí se ele não se complica mais. E mais, ele cair é um alívio, porque ele é abjeto, mas não é nenhuma redenção. Por falar em plano M, Mourão tá representando o papel de ilustrado cosmopolita para fazer uma falsa oposição e confundir a plateia: deu declaração a favor do direito ao aborto, agora. Talvez ele já esteja numa campanha de RP para ser o milico palatável se a bomba cair no colo dele. Eu vou cuidar do meu barato aqui, pode crer? Acaba mundo.

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