Acaba Mundo CXCVI

Hoje são seis de janeiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Espero não escrever tão mal humorado quanto ontem. O fim de semana nos poupa de novos absurdos em casa e por aqui eu vi vários Klimt e Schiele na Belvedere. Meio puto eu fiquei sim, de saber que tem exposição do Bruegel mas os ingressos estão esgotados. Um mínimo de pesquisa e planejamento não iam mal, também. Foi só eu dizer que estaria a salvo de más notícias brasileiras, mudei de janela para ler que a concessão de bolsas obedecerá ao ‘critério ideológico’, bem o que eu já temia. Agora é correr para apagar as redes sociais e trabalhar na candidatura da uporto. Pensando bem, é só questão de tempo a pós ser cobrada. Mais do que qualquer consideração dessas, viver no Brasil vai ser um desgaste constante, como já tem sido ou pior. Porra, eu já tinha me acalmado, estava projetando meu futuro e tentando não pensar no que não posso mudar. Tanto tempo até eu colocar minha vida num caminho, ser aprovado no doutorado… minha vida não suporta mais falsas largadas. E tudo parece tão baldado, ninguém vai ler poema narrativo nenhum, ninguém vai dar a mínima pra Middleton. Talvez em Portugal. Acaba mundo.

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