Acaba Mundo CXCIII

Hoje são três de janeiro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Depois da primeira dama bibelô, a mulher do presimento interpreta em libras e leva ao delírio a turminha de lá como exemplo de feminismo; eu achava que isso era uma ofensa para eles. No dia seguinte, a estrutura de educação de surdos é desmantelada. A turminha de cá faz troça da lei anticrime anunciada por Moro. Não há do que rir, vai intitucionalizar o fascismo da lava jato para toda a sociedade, sob o velho pretexto do narcotráfico. A ministra da goiabeira defende azul pros príncipes e rosa pras princesas, ensejando mais um tanto de piadinhas; detalhe, seu séquito evantétrico portava uma bandeira de Israel, país que se vale da tolerância em sexualidade para amenizar seus crimes contra a humanidade como massacrar palestinos e exportar djs de techno. Caiu muita neve em Praga, e eu visitei o museu do comunismo. Mais uma vez pensei na turminha de cá, que faz Stalin de mascote. Pensei também na história de quando a cortina de ferro caiu e o Zappa foi nomeado embaixador cultural por seu admirador Vaclav Havel; bastou que ele declarasse que não sabia o que um homem inteligente como o Havel conversaria com alguém estúpido como Dan Quayle (que nem sabia escrever ‘potato’) e o governo americano mandou que o dramaturgo presidente escolhesse entre relações diplomáticas com Frank Zappa e relações diplomáticas com os estados unidos da américa. Medo do meu país e saudade do meu vaso sanitário ao mesmo tempo. Acaba mundo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s