Acaba Mundo CLXXVI

Hoje são dezessete de dezembro de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Agora estou propriamente em Londres, pois na noite passada me hospedei perto do aeroporto de Stansted. Sabe como é, horários esdrúxulos e aeroportos afastados são o custo dos voos de baixo custo (dez libras de Toulouse – no time Toulouse! – a Londres – ou quase). E que melhor maneira de abrir a temporada londrina do que um pulo no Café Oto? É um bar de música experimental ao qual já fora em dois mil e treze (agora não posso, nem quero, deixar de ir quando vier por estas bandas). A noite começou com os dinamarqueses do Erna, duo de bateria e percussão, com eletrônica disparada pelo pedal esquerdo do batera, que não usa chimbau, e em dado momento o percussionista usava um arame vibratório para percutir sinos e bongôs, o que fez bastante sucesso. Rupert Clervaux misturava bateria, laptop e controles eletrônicos a poesia falada (embora raramente desse pra entender). Por fim, o duo português CZN fechou com louvor a noite percussiva. João Pais Filipe cria gongos e sinos (daí Cobre-Zinco-Níquel) que são também esculturas, com relevo de face humana, por exemplo. Mas o destaque fica com a fantástica e linda parceira dele, Valentina Magaletti, que distribuiu baquetadas furiosas sem descanso e ainda gritava quando a coisa pegava ainda mais forte. Eu gritei “casa comigo” no fim do concerto, como todo macho tosco deve fazer. Nem sei se o João é casado com ela, já pensou se vem tomar satisfação?

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