Acaba Mundo CLXX

Hoje são onze de dezembro de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Enquanto aqui na Europa por toda parte há painéis em homenagem aos setenta anos declaração universal dos direitos humanos, no Brasil é empossado – e empoçado também – o mito daqueles que odeiam os direitos humanos, o laudador do arquitorturador, aquele que inventa um avô no exército nazista por charme. E a teocracia quer criminalizar o aborto nos casos previstos, e o país abandona pacto sobre refugiados. O escola sem partido ao menos foi rechaçado, por ora. Hoje eu dei um giro pelo centro de Toulouse – no time Toulouse! – e é uma simpática cidade, vi a catedral e uns jardins bem bacanas. Presenciei o primeiro protesto, dos lycéens, eles parecem ter pautas mais específicas, e percebi que muitos carros colocam o colete, que é um item obrigatório, no painel, em apoio ao movimento. Parece que há um senso de injustiça tributária entre as classes médias, e um anseio, como foi no nosso caso, de aderir a quem questione “tudo que está aí”. Vamos ver qual será o saldo de tudo. Agora há pouco a moça que me entregou as chaves entrou pela porta e ficou puta porque eu legalizei o cigarro no apartamento, legalizei até mais coisa, e agora eu estou meio de butuca aqui. Era um sonho bom demais pra ser verdade essa posse temporária de um apartamento, agora vai ser esquisito ter mais gente nos outros quartos. Que situação. Acaba mundo.


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