Acaba Mundo CLXV

Hoje são seis de dezembro de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Deixei Paris para trás e não vi nenhum protesto dos gilets-jaunes de perto. Vi um carro virado em Massy, onde tomei o ônibus, mas me aproximando vi que era uma mesa de pingue-pongue. Aqui em Limoges meu anfitrião me mostrou um acampamento dos coletes amarelos. Ele, que é de esquerda, bota fé nos manifestantes para mudar o sistema. Eu fico com um pé atrás, mas o Diplo não se apressou a pintar o fenômeno como um prenúncio de uma onda de extrema direita como tanta gente escaldada teme no Brasil. Deixa a água rolar. A impressão que mais ficou de Paris são os patinetes elétricos. Há dezenas deles pelas ruas, alugados por aplicativo. Ajuda a compor um cenário de ficção científica, mas de uma forma positiva. Ainda não deu para conhecer muito de Limoges, mas por ora estou muito bem aqui na casa do Manu, um sobrado na zona rural, e por enquanto tenho escapado de tomar uma surra no xadrez.

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