Acaba Mundo CXXIII

dutra

Hoje são vinte e cinco de outubro de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Ontem fui ao comício do Haddad no Largo da Batata. Antes de mais nada, devo anunciar que vou ao Rio votar. Eu ia acabar me sentindo mal se me abstivesse. Pior que a abstenção, só a abstinência. Vou sair zero-hora-e-quinze e chegar de volta às dezenove-e-quinze pela previsão, e tentar adiantar a leitura na estrada. Inclusive, estão incentivando ir votar com um livro, e lá vai estar o Sagarana, até porque será a única bagagem. Pois fui ver o ato do PT, ou da frente democrática se preferir. Não entendi nada do que disse o Boulos, rouco (tá se metamorfoseando em Lula?) e o Haddad, que como a Dilma nunca foi talhado para político, celebrava que a eleição do Bolsonaro agora é apenas provável. Bem no reduto das polianas. A delegação de observadores da OEA chegou já mandando bala no esquema de guerra informacional (ou fake news) do fascista. Vamos ver se muda alguma coisa. O que não deve mudar nada é a volta de Ciro ao país. Várias universidades foram invadidas e eventos contra o fascismo ou a favor da democracia foram supressos. Há muita gente alarmada agora, eu não quero nem desmerecer seu posicionamento nem deixar de assinalar que os sinais de alarme estão longe de ser recentes. Uma pesquisa saiu mostrando uma diminuição da vantagem. A imagem do capitão parece se deteriorar um pouco. Haddad virou na faixa etária de dezesseis-a-vinte-e-quatro e na capital paulista, que governou. Bem, ao menos votar eu vou. Acaba mundo.

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