Os parafusos da brevidade

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Viver é uma palavra paradoxítona. Até aqui ninguém mastigou os parafusos da brevidade. O baile basta, e a transpiração do silvo sacia a temperança. Eu avisei. Agora todos beijam a cuia do cobrador de trovões, e a dona do caixote precisa fazer furos no cinto. Desde que os refletores não reflitam dolorosas consciências, tudo podia seguir por afirmativas ocas, baldes de ostras disfarçados. Teria sido até mais fácil. Mas com o retorno da bigorna, e o banimento do paralelismo védico, alguém podia crer que o somatório dos tutanos ficaria por isso mesmo, tensões diplomáticas e tudo. Você esperava diferente? Do pavão na piscina ao máximo da glória, não cortaram nem as cebolas. Cansei de piscar. Na volta eu prometo que derreto a moto, nem passo o pasmo à pessimista da despensa. Vamos brincar de diz que não é verdade, descer o escorregador do guardanapo ausente, quem não? Sem atravessar no meio do inesgotável um dia quem vai peticionar ao tópico melhor tangente? Já foi fácil? E o que brilha ainda pressiona o destilado, ao menos não é proibido ser lúcido. Só o foco fiscaliza o verossímil, e mesmo assim destoa do aconselhável. Não há mais barco.

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