Deus peida fedido

distortedimage

Quando ficar claro que é preciso levar o lixo pra fora, que Deus peida fedido, verão como as lagostas se alvoroçam. Não falha. O lombo da tarde foi outra vez azulejado de dentro pra fora. Os donos de boteco disputavam sua partida de pragmatismo sobre patins, mas ninguém se feriu. Até os bancos da praça tentaram fugir, rodearam o posto de gasolina a postos, apostando tudo. Sem manteiga, o meu. Nem o sarcasmo balístico do mágico ocupou toda a expectativa. Se eles saem desembestados assim, consertam tudo no caminho, e nunca se alimentam direito. As sombras atrapalham a digestão, adiam o fôlego, derrubam a vela. Quem diz que não? Audição não se vende à dúzia, e já é inevitável que se engulam os chicletes. Eu percebi que o colchão manca de uma orelha, só não disse nada porque daqui a pouco é o noticiário. Dá pra seguir sendo. Polir sentidos, se preciso, mas nunca soprar a bolha pra longe, onde há raios. Tudo isso me disse um sábio que veio de brinde com o óleo de soja. Que é preciso levar o lixo pra fora. E que Deus peida fedido.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s