Vir a virilha

goya

Se você vir a virilha, dê lembranças. Não é sempre que os arbustos discriminam entre traça e troça. Mas naquele dia foi diferente. A mesa tinha um ângulo a mais e uma mamadeira faltando. Tudo disposto conforme a partitura celeste, não havia risco de receio. E houve, aos berros, durou duzentos mililitros no meu relógio. O sapo teve uma síncope. Mas já não importa, nem mesmo com calçados apropriados a esta altura, a alegria dos parasitas que seja notícia em outra parte. Agora vai ser. No bico do pato e de revestrés, adrede, pra frente sem descanso e pensar faz mal aos ossos. A praça cheia de lobisomens, melhor não insistir na exatidão do pardal. Pode sair ao revés do pensado, molho de tomate não sai fácil. Pisa macio nas nuvens tóxicas da presunção, chafurda no falso filho, não me perturbe até as férias de verão. Vou estar de novo, úmido e pasmo, nos confins do recôndito. E digo mais, precioso é o utensílio quando cozido, e cada um que respeite, ao menos. Ainda é preciso dormir.

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