O planeta incerto

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Nosso foguete foi multado por ultrapassar a velocidade da luz, e furou um pneu no buraco negro. Caímos num planeta incerto, onde as rochas borbulhavam ideias oceânicas, afastadas do horizonte por uma peripécia. A atmosfera de suco de limão estava tensa, precipitando o dissídio do dodo. Havia setenta sóis e o menos emburrado deles babava celulose em profusão. Bastava um salto para dar a volta ao planeta incerto, onde a gravidade era apenas uma inconveniência, e nós achamos um depósito de água. Infelizmente não se vendia cigarro. O foguete precisava de carinho, saudoso da prefeitura. Foi preciso arrancar um pedaço da menor das luas, e compor o emplastro que calafeta a certeza. Nenhum de nós será o mesmo após ver o asteroide de caramelo vindo, eram minutos. O foguete partiu e ascendeu até a cozinha da galáxia, soltando fumaça roxa e coçando a orelha. Foi por pouco.

 

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