Restava o lodo

haring.jpeg

Keith Haring

O bife tinha de andar de lunetas após a conversão. Havia sido o mais breve diapasão dentre os passos voláteis, e ainda restava o lodo do ídolo, temendo que tudo se engolisse. A lua é a única que não pede desculpas, e a grama pasta cachoeira acima, ainda que tática. Galopava hirto o retalho de subterrâneo decretado por artistas trôpegos. Sob o núcleo, calamidades peçonhentas tratavam as gôndolas com facécia. Meio elefante pendia do bueiro, e os chaveiros que passavam cozinhado sorvetes de cérebro nem imaginavam. Eu lia, atentamente distraído sob a luz esverdeada do galinheiro. Via o mundo desabar em câmera lenta, caindo pro alto em pequenas doses. O céu já não cabia no bolso, a faina fenecia enfática sem que ninguém pedisse, a torre da pocilga matriz já não mugia. Impassível, soei a sorte que sói passar o sal. Admoestei o vidro temperado: cravo vai bem com curry, todos concordam. Já não podia assistir calado ao meu próprio silêncio. As figueiras haviam se suicidado, o lago latente latejava espumas frívolas, conforme, e uma aleia de parafusos conduzia ao último lugar geométrico. Devo dizer? Que importa qualquer coisa? Ninguém acredita em janelas maleáveis.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s