Pigmeu translúcido

volpi

O vigilante nunca suspeitou do pigmeu translúcido. Era sua característica mais nutritiva desde a Páscoa. Meu melhor martelo, foi ao cadafalso de bicicleta. E nem mesmo pediu a opinião da pimenta biônica, que sempre defendeu as mangueiras prenhas. Suco para o vigilante, tal uma contingência. O penúltimo agosto estava esgotado, plenamente pífio, e já por gestos a jactância insistia, achocolatada pela primeira vez, num imperativo protelatório. Como não? Seguiu-se o estupro da libélula, e se a liberdade beber água suja nunca me cobre: quem se atreveria a engomar os colarinhos dos últimos antropófagos? Pois aquele que flerta com o infinito fura buracos numa raquete de tênis. Como se um simples grilo galgasse os degraus das ondas magnéticas até encontrar as chaves de casa. O vigilante sonhava com o moto perpétuo. Evitou as pápricas quando decifrou o acrílico. Dizem que o semáforo está perplexo há anos. Quando a mentira é uma tensão recíproca, um excesso tipográfico, nada incita o sátiro a aceitar o empate. Por isso o açaí é cirúrgico, e o sujeito não é elástico. Aguardar é urgente, preocupação é recheio de bolo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s