O pêssego no seu ápice

magritte

Um ritmo flácido exauria o pêssego no seu ápice, e as perspectivas ciliares não colhiam óbices. Drasticamente, a atmosfera rejeitou qualquer ardil concomitante. Ela vestiu um nome sintético e escutou o cobre próspero, em vão. Sempre quis cultivar pentágonos, sempre acreditou na altivez do cascalho, e no entanto. Saiu sem rumo até o destino de sempre, a tangerina contemporânea onde a palidez limítrofe permitia ofuscar os calcanhares com mais clareza. Longos pássaros penduravam bólidos cálidos de novo, e foi uma surpresa tudo ser tão corriqueiro. No vigário habitual, no encanto, ela emergiu no calendário disforme, conforme a forma que de forma alguma merece a troça que traz o tráfego. Cumprimentou o mecanismo sem entusiamo, sem saborear possíveis lendas, mas imune à música, que apertou o terceiro. Deu um tapa na escultura e flambou o trâmite, mais aterradora que a omelete feita do ovo de Colombo. Não fazia mais sentido fender o figo apenas para que a contorcionista cortasse a tempestade. E de fato foi. Não sem menos. Ela percebeu que a pompa eletrônica tinha os cadarços desamarrados, e fluía para cada lado, sem crer nem coser. É o que me consta. Ao menos nenhuma portinhola reclamou das atribuições do coqueiro. E assim ela abraçou mais um século pelo nariz, que é o que cabe a cada equação que mereça o nome. Nem que a liberdade fosse irreversível.

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