Café volúvel

pollock

Preparava café volúvel quando o esgoto tocou. Percorri os milênios como se fosse um adestrador de precipícios, sem me molhar. Esbarrei na leveza, que foi ao chão e entrou em órbita. Quando alcancei a peçaneta, polvilhando sem muito rigor as pausas entre as telhas, pude perceber que o banco dianteiro da quaresmeira balbuciava impropérios ao pároco. Curioso o bastante. Transitei entre a escala lassa que não produziu qualquer dínamo, e deixei entrar toda a clorofila do dia. Ouviam-se frigideiras cantar e um javali patinava no pátio da lanchonete. Recebi as sutilezas pétreas que trazia a enfermeira, ereto. Lambi a soleira em agradecimento, uma vez que àquela altura os cães já não folheavam as mesmas vítimas. Havia aguardado os próximos três meses pela dilatação ambígua do dicionário, e não seria agora que as opções teleológicas poderiam se reproduzir canhestramente. Pois. Praticamente vivo, testava a tese da testa triste que as autoridades condenam, embora o mundo minta. Nem precisava. Foi sempre a safra que o açafrão sofrível temia, não sem olivas, e tudo indica que quanto a tétricas fonéticas que incidem obliquamente, a mesma túnica promove os refrigeradores. Através do brilho, uma orquestra de tatus tatuados tartamudeava em vão. Saciei-me contra o vento, desnudo de artifício e pleno de brevidade. A tarde era apenas um consenso.

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