Triturado uma bola de basquete

vliet

Don Von Vliet

Eu nunca tinha triturado uma bola de basquete antes. E olha que em cada fresta do frigorífico, pelo menos até anteontem, os indícios eram claros de que algo obscuro ofuscava o fisco. Aonde. Eu tentei evitar que a azáfama hodierna lubrificasse a erosão totêmica a tempo. Não poupei esforços para mastigar o céu, mas lucrei na bolsa escrotal e produzi um rastro de tranquilidade anêmica. Perdi a conta. Sempre soube que ignorava o que sabia, que o noticiário não frita o peixe nem quando a lâmpada acena a cena no cenáculo. Ninguém me disse, e eu confio em ninguém. Pouca coisa. Era jovem ainda quando os olhos do urso cintilavam céleres antes da votação. Então não me passe manteiga em submarinos nucleares sem antes desenhar colmeias de formigas mutantes. Besteira de novo. Se eu balbucio bulbos bubônicos, silvo setas sensatas ou cato o quepe quimérico, que muda? Fico aqui. Quem quiser que coce a alma úmida e incrimine as leis da física pelo malogro do ogro. Para adiante quem sabe, se o rei adoecer, se o feiticeiro for preso, se o amor criar caruncho, o pedinte não ofereça, e o ciclista não voe? Eu não saio daqui.

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