Acaba Mundo LXI

Fred-Frith2

Hoje são trinta de agosto de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Hoje eu vi Fred Frith tocar pela segunda vez na vida. No Sesc Pompeia. A outra foi no Gulbekian em Lisboa, com John Zorn (vídeo abaixo). Hoje ele tinha músicos jovens o servindo, com destaque para o baterista, Jordan Glenn. Os bateras de hoje usam umas técnicas que nem existiam na minha época. O que no caso deve ser natural para alguém que toca com Frith. O irrequieto Jason Hoopes pirava no baixo, e como participação especial no trompete estava Susana Santos Silva. Os vídeos, bem interessantes, eram de Heike Liss. O guitarrista inglês surgiu capitaneando o vanguardista Henry Cow, e o festival/movimento Rock in Opposition no início dos 70, e seguiu sendo grande compositor e improvisador. Seus trabalhos são inumeráveis (142 álbuns aqui), de imensa variedade, e sempre transgressores. Frith gosta de usar modos peculiares de arrancar sons da guitarra, como bastões, latas, arcos de violino ou escovas, além de brincar com pedais de loop. Obviamente, nem todos na plateia paulistana assimilaram sua arte, e poucos não foram os que deixaram a sala. Não sem antes cochichar e olhar celular para te incomodar. Um concerto dessa magnitude, creio que o primeiro dele no país, não lota metade do teatro do Sesc Pompeia e galera ainda dá vexame. É o fim do mundo. Fiquem com alguns momentos de Fred Frith.

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