Acaba Mundo XLVI

afro

Hoje são quinze de agosto de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Hoje eu encontrei o André, um amigo da Unicamp que enfrenta um problema de saúde, e nós fomos ao Masp ver a exposição Histórias Afro-Atlânticas. Na entrada eu me deparei com uma conhecida. Uma que eu já tinha pensado em chamar para sair. Ela certamente já manjou isso há muito tempo, e manda aquelas indiretas para me dissuadir. Hoje ela disse que estava grávida bem no momento em que eu quase me decidia a tentar a sorte. Sobre a exposição, me pareceu uma coleção de olhares europeus sobre negros salpicada de artistas negros para representar, mas talvez essa tenha sido a impressão com a primeira das salas e estou sendo injusto. É uma boa exposição decerto, mas não será daquelas que marcam época. Quanto ao André é um grande camarada, é professor da USP-Leste e a gente nunca ficou muito tempo sem se falar, ou mesmo se ver, desde mil novecentos e noventa e nove, quando ninguém fazia ideia que o mundo ia acabar. Uma vez eu pisei na bola com ele: tínhamos tomado chá de cogumelo num grupo de quatro, ele saiu para beber água, começou a demorar e eu decidi que sairíamos dali e que ele não teria dificuldade em nos achar. Ele nunca nos achou, voltou pra casa numa puta bad. Por isso eu digo, amiguinhos, união na hora da trip. Não se deixa ferido no campo de batalha. Mais do que isso é só esperar que o mundo BUM.

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