Acaba Mundo XLV

bannon

Hoje são quatorze de agosto de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Achando que nosso grotesco estava trágico por demais, os deuses do Jaraguá resolveram jogar mais uns tons de ridículo. Cabo Daciolo aparentemente meteu na cabeça oca que os Illuminatti têm sua cabeça oca a prêmio, e foi se refugiar e jejuar no alto de um monte. De absurdo em absurdo, o fanático vai ganhando exposição, se por cálculo ou descontrole completo já é difícil de dizer. Os guerreiros de twitter, nesse tempo, querem a responsabilização das autoridades do judiciário golpista pelas mãos das autoridades do judiciário golpista. Só o MST se mobiliza para marchar no chão real, e o Perez Esquivel se junta a eles. No plano internacional, figuras como Ken Livingstone, trabalhista britânico, mandam mensagens, mas não sei até que ponto há jornalistas noticiando o rol de ilicitudes estatais persecutórias que temos vivido. Estando o mundo todo beligerante, vai ter um “lado” que pode se importar e outro “lado” que quer mesmo comunista na cadeia, faça isso algum sentido ou não. E cá entre nós, quem quer levar nosso país a sério se a imagem que projetamos é de terra da fantasia tropical, e país das travestis, ou da depilação com cera, de um tempo para cá? Basta ver a cobertura de geopolítica, mesmo do Diplo, mensal de esquerda francês, nós quase nunca somos mencionados, e a verdade é que o enjeux geopolítico mais crucial de hoje se dá em torno do Brasil: os EUA querem retomar o aperto em seu continente e sabotar os BRICS. E mesmo aqui mal se fala disso. É como se fosse um jogo entre determinadas personalidades, boas ou más. Mas alguém sabe da importância do nosso país, pelo menos: Steve Bannon, o cara que inventou Trump com técnicas cibernéticas, veio se encontrar com Eduardo Bolsonaro (terá vindo no avião oficial com o Mattis?). Some a isso a impressão que tem passado a elite local de abandonar o chuchu e desembarcar no capitão, o que eu já alertava há tempo, e bem, façam vocês a aritmética toda. Eu só queria entrar na cabine e encontrar a urna dizendo FIM, e confirmar. Acabou-se o mundo.

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