Acaba Mundo XLIII

ursal

Hoje são doze de agosto de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Bem, o faux pas do Gebran está levantando polêmica. Como também deu o que falar a entrevista do diretor da PF, Rogério salloro, o qual revelou que Dodge e Thompson Flores (PGR e TRF-4) telefonaram-lhe pedindo o descumprimento do HC, e ainda que no dia da prisão Moro insistia pela invasão do sindicato para pegar Lula na bala, antes que ele se entregasse. Resta saber se as críticas indignadas não vão circular pelas mesmas vias e dentro das mesmas bolhas de modo a atingir quem que estava desde sempre disposto a indignar-se. Chama-se pregar aos convertidos. Às vezes eu leio gente dizendo que está disputando uma batalha no twitter. Baboseira. Sabe o que era uma luta justa? Transmissores FM, vários deles, itinerantes e indetectáveis. Isso era uma tática bacana. Ou talvez não. Em tempos de pós-verdade, cada um vive na sua virtualidade de eleição. Aliás, virtualidade de eleição é o que domina a pauta por esses dias. O debate na Bandeirantes seguia sendo reprisado dias depois, e a contribuição mais significativa que deu foi de celebrizar a figura do Cabo Daciolo, um Mini-Me do Bolsonaro ainda mais alucinado. O mesmo que o Psol abrigou e ficou com uma vaga de deputado que poderia ter sido do Renato Cinco, que não seria expulso. Uma de suas asneiras produziu um volume até cansativo de piadas, a tal União das Repúblicas Socialistas da América Latina, ou URSAL, uma teoria conspiratórias que remonta ao indefectível Olavo de Carvalho. Parece que essa escola de não-pensamento já acomoda mais de um candidato. O risco é agora ficarem dando tanta atenção aos absurdos de um e de outro que eles acabem por dominar o não-debate. Daciolo tem tudo para não ter maior impacto, mas hoje já não confio na minha própria lógica para prever os eventos. Se os evangélicos começarem a levá-lo a sério, talvez ele possa ter um crescimento significativo. Se for às custas de seu mentor, isso não seria mau. Enquanto isso, o PT mantém Lula como candidato e aposta que convencerá a Globo a acolher o Haddad como preposto no debate. É uma insanidade que lhes pode custar uma boa chance de eleger “aquele que o Lula mandar”. Mas não se pode descartar de todo que a própria eleição tenha seu plano B, e já bem delimitado.

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