Acaba Mundo XXXVI

cuenca

Hoje são cinco de agosto de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Eu finalmente li o livro do JP Cuenca, Descobri que Estava Morto. Eu soube dele pela primeira vez na Flip, aquela que teve uma homenagem constrangedora a Shakespeare, comprei o livro, manchei de vinho e depois nunca li. Meses atrás eu soube de um curso de crônica com ele e participei. Foi por conta disso, basicamente, que eu voltei a me arriscar a escrever. Bem, agora eu li o livro. É um romance muito bom, com verve. É como se a premissa do Colonel Chabert do Balzac fosse narrada pelo Homem do Subsolo do Dostoievsky e ambientada no Rio surreal. Cuenca detona nossa sociedade, detona a si mesmo e não deixa nada de pé. Seu volume de crônicas A Última Madrugada também é uma boa pedida. Eu preciso sempre tirar umas férias das coisas de quatro séculos atrás na Inglaterra para ler o que está sendo feito por aqui e por agora. Nunca se sabe quando o mundo vai acabar, afinal.

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