Acaba Mundo XXX

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Hoje são trinta de julho de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Eu queria voltar atrás em algo que escrevi. O MBL não está preparando sua volta triunfal, está só passando vergonha mesmo. Festival de sessenta mil cabeças por Lula, fechado com uma incomodamente atual “Cálice” com Chico e Gil. A Globo tenta omitir como costumava fazer na ditadura anterior. Carmen Lúcia, presidente do STF golpista, me sai com a conclamação que voltemos a ser “gentis”. Ela deve estar confundindo com “cordial”, que quer dizer outra coisa, mas deixa isso de lado. Nos últimos dias estou tentando por duas ideias na cabeça para rechaçar os temores apocalípticos. Penso que o que se passa hoje é a derrocada do que chamamos de civilização ocidental, e quero crer que outras dinâmicas, mais salutares, podem surgir. Senão, será a espiral descendente até a autoextinção e absoluto emporcalhamento do planeta. Outra esperança é que tamanha concentração de renda leve os remediados que se achavam ricos a sacarem que são trabalhadores, e que a ameaça contra eles não são os mais pobres, daí surgindo algum tipo de reação reivindicatória significativa. É esperar. “Remediados” é outra expressão que não se usa mais. Eu fiquei arcaico. E eis que o procurador da lava jato não só admite que a tal delação bombástica do Palocci era um blefe, como também que o advento da delação premiada poupa o trabalho investigativo. Mandou lembranças Jaiminho, o carteiro de Tangamandápio. Ê mundo que não acaba.

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