Acaba Mundo XXVII

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Hoje são vinte e sete de julho de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Eis que volta à baila o nebuloso MBL, o qual já li que seria financiado pelos mais nebulosos Koch Brothers. Voltemos ao início. Uma organização surge do nada, promovendo supostamente valores (econômicos) liberais, mas muito mais preocupado em satanizar o PT e apear Dilma. Deposta a presidenta, a sigla, que declarou apoio ao auto-presidenciável do varejo de roupas feitas com trabalho escravo, apenas para não escancarar o compromisso  com o projeto tucano-ianque, retrai-se ao segundo plano. Agora estão fazendo chilique, sem as multidões que reuniam, é verdade, porque o Fecesbook eliminou páginas deles, páginas que de fato tentavam ocultar. Não sei, vejo um monte de gente celebrando, felizes da vida com o Zuckemberg pela medida. Eu não tenho simpatia pela empresa, e acho que é mesmo um serviço decadente hoje. Sei que o Feces apaga contas de palestinos e nem tem problemas em admitir que foi a mando dos governos de EUA e Israel, então meus parabéns não terão tão fácil. Se houve arranjo prévio ou não, algo me diz que esta é a melhor notícia que o MBL poderia desejar para voltar às manchetes e quem sabe tentar retomar suas desestabilizações. O projeto golpista viu que não elege seu favorito nem sequestrando Lula. Moro já diz que eleição atrapalha seus superpoderes, e a ávida mídia corporativa dá-lhe todo holofote. Basta a mínima competência pragmática para ler que ele disse “vamos melar a eleição, galera”. Pois competência linguística tem sido exatamente o problema, é por isso, e não apenas pelo passionalismo, que as pessoas são perfeitamente acríticas hoje (bolsonaristas chegam a amaldiçoar o “pensamento crítico” como ferramenta comunista). Claro que essa questão daria pano pra manga, mas vai aí meu pitaco. Quem sabe eu tente expandir sobre isso eventualmente, seria melhor do que comentar sobre a tal da sigla, coisa que eu nem queria. Mas como eu escrevo para ler a mim mesmo daqui a dez ou vinte anos, não acabando o mundo, precisava bater este cartão. Mais à noite há um eclipse a ser visto. Temos conjunção com Marte e uma lua vermelha, também. Tivemos Super Lua em janeiro, na época em que eu estava piradaço e acreditando em todo tipo de significados místicos. Pois a Lua não é dos amantes, é dos lunáticos. À guisa de recordação, o projeto lunar prometido por George W. já deveria estar alunissando por esta época e ninguém nunca mais mencionou isso. Será que as teorias são furadas mesmo?

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