Acaba Mundo XXVI

avião

Hoje são vinte e seis de julho de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. Nem meu avião caiu, então cá estou na tal capital federal. O pior de ser de Brasília é ser hostilizado por aí como se eu tivesse alguma coisa a ver com o mundo da política (e como se não fosse o país todo a mandar os odiados parlamentares para cá). A relação do brasileiro com a política é um caso sério. Esgota-se quase sempre na indignação moral difusa, o que é conveniente para quem não quer a população se informando e debatendo os verdadeiros temas de decisão. Os grandes empresários por seu turno são muito mais desonestos e gozam de status de heróis, geradores de renda e criadores de empregos. Quer dizer, na época em que ainda existia emprego e direitos trabalhistas e essas bobagens. Agora está tudo modernizado. Quero ver como vão estar nossas universidades quando eu terminar meu doutorado. Vou acabar uberizado numa faculdade privada pertencente a um grande conglomerado americano. A menos que, obviamente, o mundo acabe.

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