Acaba Mundo X

Thai-military

Hoje são dez de julho de dois mil e dezoito e o mundo não acabou. A copa entrou nas semi-finais com a vitória da França sobre a Bélgica. Os rapazes tailandeses foram resgatados da caverna onde estavam presos, e tiveram que dividir as atenções com um bilionário idiota tentando se promover oferecendo supostas soluções ultra-tecnológicas. Esse cara é perigoso, cultiva paranoia, é um demente com dinheiro pra fazer o que quiser, e já andou lançando carro no espaço a troco de nada. Tem se comentado como os super-ricos  têm se preparado para o “evento”, o grande colapso ambiental-social-civilizacional, para garantir a boa vida. Estamos bem perto disso, mesmo, uma espécie de fim-de-mundo que vai trazer não a cessação de tudo, mas um mundo pós-apocalíptico inabitável. Como diz o Zappa: “it won’t blow up and disapear, it’ll just look ugly for a thousand years”. Será que no fim vão espocar bombas atômicas? Tipo, cansei, vamos tocar o foda-se e ver o que acontece? As tensões geopolíticas são crescentes, e em pouco tempo a questão com a Coreia do Norte vai parecer uma bobagem. Será que acaba? Ou vai que os caras que escreveram a Bíblia sabiam mesmo o que estavam falando e vem aí o juízo final? Bilhões de vivos e mortos, imagina quando vão chamar sua senha! Eu não sei. Talvez alguém um dia isto acabe sendo lido por alguém que não viveu estes dias, e o exercício é mesmo esse, então acompanha comigo: nas farsescas eleições de 2018, em que umas vinte personalidades já propuseram e retiraram sua candidatura (e o favorito foi preso para não vencer), há um certo ultracapitalista completamente tapado, que outro dia reclamou dos “cem anos de socialismo” no Brasil, e acaba de receber para sua campanha uma música de uma ex-celebridade igualmente tapada, um tal Latino, algo na linha de “arrocha com Flávio Rocha”. E o pior é que isso está longe de ser o pior, há coisa muito mais escabrosa. Mas é um índice da indigência intelectual que se tornou “fashionable” desde o advento de MBL e quetais, grupos financiados de fora para fomentar a indigência mental orgulhosa de ultra direita. Então, acaba ou não acaba?

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