As Imbricações Ontológicas Entre o Cu e a Cueca: de Platão a Baudrilliard

Platão nunca usou uma cueca, no entanto, possuía como todo homem, e provavelmente mulher, embora no período elas importassem à filosofia tanto quanto as cuecas, que ainda não existiam… possuía, como todo bípede sem penas, como dizia seu colega, e ao contrário daqueles de fato com penas, que têm antes cloaca, mas Platão… estava contemplado, em consonância a anatomia costumeira dos mamíferos, com o esfíncter final do tubo digestivo. Certamente as cuecas já existiam no plano das ideias, do qual o nosso mundo é um simulacro, de modo contrário nunca poderiam vir a existir, a menos que haja inventores ideais no plano das ideias, e a revolução industrial já estava nos planos da máquina inamovível celeste, aliás, se há uma máquina inamovível, a revolução industrial deve ter acontecido ainda antes, em algum plano ainda mais essencial da realidade, quando não havia ainda nem cuecas nem tampouco… você sabe, tubos digestivos.

Já o francês Jean Baudrilliard provavelmente usa cuecas, ou ao menos se pode dizer que elas existem, são vendidas em largas escalas e é um hábito generalizado usá-las, aparentemente mesmo na França, onde reportam hábitos de higiene diferenciados, seja lá isso verdade ou não, afinal a ontologia de higiene certamente se provaria mais problemática do que a das cuecas ou dos esfíncteres, se não pode ser igual em dois lugares ou dois tempos diferentes, e ao fim e ao cabo não nos interessa no presente arrazoado. De qualquer sorte, Jean escreve em seu Simulacros e Simulações, que ficou famoso aparecendo no filme Matrix, como um livro falso onde se guardavam drogas digitais, muito embora o artigo seja curto, de modo que o esconderijo não enganaria alguém que de fato tivesse lido o trabalho, o que também nada interessa a este arrazoado, mas diz ele que os signos se recombinam de modo não a esconder a realidade, mas que não há realidade, ora, se não há realidade, não pode haver nem cuecas nem fiofós, por assim dizer, o que é que é difícil de aceitar no entanto, mas a mais recente Física também diz que a realidade manifesta é uma percepção do nosso aparto biológico de um processo quântico que escapa aos sentidos, mas isso tampouco nos interessa, o que precisa ser dito é que, por outro lado, as roupas se combinam para esconder não a cueca, mas que não há cueca, o que então nos traz dúvidas sobre a hipótese inicial.

Podemos resumir a questão assim, então: havia cuecas, possivelmente, no plano ideal, mas não como manifestação, nos dias de Platão, e existia ao menos como construto social durante a existência de Baudrilliard, embora não tenha sido determinar seu uso delas. Quanto à anatomia humana, há que se reconhecer que, no contexto da evolução genética, o conceito de esfíncteres terminais do tubo digestivo tem uma longa história pregressa, e fica como dever de casa epistemológico determinar se o que existia antes do homem pode ser chamado por algum nome dado após o advento da linguagem, mas de qualquer forma, é seguro explicitar a questão provisoriamente da seguinte forma: os cus já existiam no plano das ideias, depois na vida inferior, cordados e dai em diante até o primeiro cu de homo sapiens propriamente dito, ou alternativamente, como toda a realidade, os cus são percepções ilusórias explicáveis de alguma maneira estranha por física quântica e filosofia budista.

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