Metade do método

dezembro 7, 2019

Nem de longe a lombalgia da jiboia apoia os postes, mas nem por isso a peste permeia a mágica. Eu diria mesmo que a lesma esmaece a esmo antes que o mimetismo misture metade do método. Depois de um tempo até os adeptos mais aptos apitavam nas tavernas. Mas é assim mesmo, até em Sumatra, de trás pra frente e de ponta cabeça, sem descanso. Como até aquele serrote que celebrou o casebre, já ia atropelando os pelados sem apelar aos palíndromos. Pois então, não ocorreu ao córrego corrigir o regime do gérmen, nem ao pintassilgo que pintasse algo, não, nem ao modelo que modulasse a medula. Mas ninguém acredita no crédito do creme, e o que vai ser só a minhoca pode dizer. E de minha parte a partitura não perturba, mas ao menos as maneiras namoram. Que bom seria se o céu se soltasse da taça.

O arroubo do rábula

dezembro 3, 2019

Já se disse que o dissenso do quiabo é dissimilar da macela, mas pouco se lembra do limite do mítico e dos desdobramentos da manta. Pois quem discorda que o perdiz é pérfido e que o sabor dos barcos nem se compara ao parágrafo? Então cabe ao cavalo avaliar o vento; nunca é demais polir os pólipos. Pelo menos os manos manobram as brumas até o retorno do terno, do contrário a densidade de sede seria atribuída ao arroubo do rábula. Melhor batizar o barbante e despir os déspotas de agora em diante, e guardar um pouco de capim pro capeta, já que a culpa das palavras não teme o mármore. O sistema insuspeito empresta a pista ao pistache, mas não tarda até que o torpe parto patenteie o tampo da pérola. Até lá as codornas mugem.

A aferição dos afetos

novembro 26, 2019

A fase dos fusos não funciona a faíscas, nem o fedor do fatos afeta a aferição dos afetos. Bem faria se o engodo engordasse, se decapitassem os capítulos. Aí sim o subterfúgio do soro não desenganava os gargalos, e as frieiras da simetria nem chegavam a vagar com vagar, e o vigor dos visigodos almoçava em paz. Não foi o estribo que estreou a a estrela, nem o robusto busto que besuntou os tentáculos, então ao menos até meio dia as goteiras gorjeiam a célula. Nem mesmo a potência tácita da tosse acompanhou a campainha à Penha. Uma safra de sufrágios sofríveis.

O conserto do surto

novembro 24, 2019

Pela última vez, o resto da roupa não posiciona o póstumo; quem insiste que o costume é cósmico ignora que os cangurus extrapolam as pálidas pilhas. Como se os primos do pranto privassem do prato o sátrapa, não chega a tanto. A verdade é que a verdura desliza sob a análise, e já seria difícil salientar as saliências ou evidenciar a varanda, mas foi ali que o javali avaliou as válvulas, e eu posso provar. Desde cedo o sádico codifica a fécula, e eu duvido que a vidente venda dentifrício. Nem é novidade que o vadio acenda o pavio ao rádio e desça descalço ao pátio, estavam até contando outro dia. O que mudou é o metro, o mister das múmias; não que fosse inevitável, que a taverna atávica aviasse vísceras. Deixa estar. O pônei não poupará os papalvos até o conserto do surto.

Aguardar a aguardente

novembro 24, 2019

Não era exatamente a última chance de simular a súmula e aguardar a aguardente. Nem se podia dizer que os topetes típicos consumavam os sorvetes sórdidos, nem que a folga do figo garantia a simetria do tráfego. Como a indecisão do sítio, ante a coloração célere dum devaneio. Tudo que satisfaz a física fede a fato, e o que a tradução dos trambolhos não poderia suprir a turgidez das begônias ao menos coloca em termos astronômicos. Puro rodapé panóptico. Os fundos da fábula os talheres já tolheram, e a contestação das testas não vai além do alambique. Não duvido que o bem-te-vi vaticine a valia dos vales, hoje em dia até o repouso palita os dentes. Como se o cosseno tivesse cócegas, os crustáceos custassem a sossegar, ou as salamandras assoviassem em uníssono. Dá no mesmo.

Narigadas

novembro 23, 2019

Todas minhas fotos tiradas no tempo do filme estão numa caixa de sapato, enquanto as digitais se perderam pelo caminho. Pois eu me peguei passando as vistas pelos instantâneos ontem, enquanto bebia um vinho. A primeira namorada, é claro; a praia com amigos da faculdade durante a greve; o curso de inglês na Califórnia; elas vinham em álbuns de envelopinhos plásticos, e enquanto eu passava um destes, percebi que estava mais pesado. Olhei o álbum por cima, era um que continha fotos muito antigas, da escola, e era possível perceber que havia uma foto a mais entre as que eram exibidas, eu tocando bateria na festa da turma e eu desmaiado de bêbado na festa da turma: havia uma foto “proibida”? Puxei-a com as unhas com certa antecipação, e o mistério se desfez: figurávamos eu e o Délio fazendo caretas, eu com o cabelo grande armado, ele sem camisa e baseado na boca, ambos numa barraca de praia, o que mal se via, pois era noite. A foto deixou meus olhos vermelhos – digo, não apenas as escleróticas, injetadas de sangue – de modo que eu parecia uma assombração. Foi aquele dia em que a gente foi parar em Nova Almeida. O dia em que a gente experimentou colírio.

Não o colírio, o velho Moura, que embranquecia as escleróticas sempre tão sanguíneas para facilitar o trato social, não. Colírio ciclopédico, que só muito tempo mais tarde, quando me informaria um pouco, eu saberia que contém alcaloides de tropano, coisa fortíssima. Ciclopédico no nariz, já virou até música, mas eu naquele dia não fazia uma puta ideia do que se tratava. Sei que saí da minha aula de sábado e usei um orelhão para ligar para a casa do Délio; eu morria de medo que o pai atendesse, que não gostava da minha cara. Minha meta era só fumar um baseado, coisa de fim de semana, então. Ele só disse que corresse até lá, e que tinha novidades. Era um dia de inverno, a temperatura amena o bastante para que a viagem de ônibus até o centro da cidade costeira fosse assaz agradável, e após apear e subir um pouco eu tocava o interfone. Délio desceu. Tirou do bolso um pequeno frasco e começou a explicar o que sabia a respeito do ciclopédico; fungava-se pelo nariz e ficava-se chapado, era tudo que sabia. Explicou ainda que uma tal farmácia não exigia receita e que seus colegas da vizinhança recomendaram muito, o que para mim era um critério suficiente para provar substâncias como quem se arroja a uma piscina sem saber se tem água. Eu confessei que não tinha almoçado, ele insistiu que subisse, eu era super sem jeito, mas fui. Por cima do frango a gente combinou de ir à pedra do macaco, e mais por gestos que por palavras combinou de dar a narigada só mais tarde.

No caminho do ponto havia um café expresso, e eu parei para tomar um. Me lembro disso agora porque o Délio comentava muito meus hábitos, dada uma certa disparidade de classe. O coletivo nos levou a outro bairro, donde se acessava a pedra do macaco; era um destino já velho conhecido, e apesar de sempre ficar devendo ao Délio, naquele tempo pernas e pulmões ajudavam muito mais a galgar as trilhas e escalar a rocha até as cavernas que pareciam os olhos do macaco. Após um descanso, Délio fez um monstro de baseado, como costumava, ao menos na fartura, e eu me pus a comer das frutas que a gente trouxera. A conversa foi por aqui e ali e pode bem ter passado pelo metal progressivo, que parecia uma ótima ideia à época. A gente começou a se encontrar a partir de uma banda de rock que nunca chegou a existir, na verdade. Aí ele começou a contar as histórias dos seus vizinhos com o colírio, de que ouviam orquestras, viajavam a outro plano, recebiam a visita de espectros, e eu fiquei ansioso por uma experiência intensa, e não preocupado. A mocidade. A descida foi com o sol caindo e o café na loja de conveniência mereceu novo comentário. O combinado foi que cada um iria a sua casa tomar banho para depois cair na lama. Rua da Lama, é como chamavam.

Assim foi feito. Eu cheguei antes e me instalei no lugar combinado; pedi uma cerveja, o Délio nem bebia. Ele chegou e tirou do bolso um daqueles, o cara era bom mesmo; eu pedi que escondesse, sempre fui grilado. Ele levou um indicador ao nariz e perguntou se eu estava pronto; eu estava, ou pensava que estava, mas a primeira questão era onde resolver aquela peça de artilharia que Délio exibia com tanta desenvoltura em público. E isso não foi difícil solucionar, havia umas formações rochosas interessantes não muito distante dali, e lá fomos. Enquanto a gente fumava veio gente se aproximando, e foi meio tenso, mas se revelou que era mais maconheiro, e Délio os conhecia, ainda por cima. Foram eles que contaram sobre a festa em Nova Almeida. Délio ofereceu do colírio a eles, que passaram. Aí aproveitou e me chamou para tomar logo. Pois que seja. Vi o amigo fungar duas vezes de cada lado e fazer cara ruim, aí funguei eu duas de cada lado, é amargo, e devo ter feito cara ruim igualmente. Tinha uma ponta pra acender e dali em diante era pura expectativa; finda a ponta voltamos à Lama. Passou-se alguma atividade corriqueira de encontrar gente e trocar algumas palavras, em algum momento a gente estava numa mesa já nem sei mais como e tinha uma morena de cabelo curto linda, tatuada no pescoço, imagina, naquela época; eu sempre fui tímido.

Não havia passado meia hora da fungada mas a gente já reclamava: não deu nada. De repente alguém tinha um violão, e nós nos juntamos a uma turma que se instalou nas mesmas pedras onde estávamos mais cedo; foram vários clássicos de heavy metal e hard rock até que bem tocados, e uns tantos minutos de impaciência dos ciclopédicos. Da próxima vez eu vou dizer que minha cultura é ciclopédica. Não pode ser, não mudou nada. Eu vou dar mais duas. Eu também. Fungamos os dois, pouco depois os amigos do Délio insistiriam sobre Nova Almeida e lá iríamos ao ponto, dispostos a uma tripla jornada até os arrabaldes da galáxia. Todos mantiveram relativo silêncio nos ônibus, nos terminais, e eu mesmo já quase dormitava quando chegamos a Nova Almeida. Nada? Não sei, alguma coisa, e você? Acho que também. Pois bastou o trecho entre a descida do ônibus e a festa para que batesse tudo de uma vez.

Meus braços pesavam. Meu corpo pesava. Tudo pesava. Nem imagino como ia minha silhueta desenhada pela iluminação pública no calçadão. Délio, sem pilha pra festa. Também. Fomos a um trecho tranquilo de praia. Meu irmão, que porra é essa? Cada um se deitou na areia, e eu de minha parte me sentia feito de chumbo, e não havia nada de agradável na onda. Fumar faria bem ou mal? Fumamos. Se bem ou mal fez, ao menos decidimos cair na festa e foda-se. Era uma aglomeração de gente em trajes despojados, de classe média alta basicamente, e foi ao menos uma distração ver as mulheres bonitas. Eu apostei comigo mesmo que conseguiria uma cerveja, e consegui uma cerveja; mas ela desceu estranho, como se houvesse óleo em minha garganta. Comentei com Délio. Nunca mais, disse ele, que não suspeita de Poe. Que troço ruim. Mas, bravos guerreiros que éramos, prosseguimos adiante, com banda de reggae e tudo, até que topamos um grupo com quem começamos a conversar. E havia essa morena, de olho verde, mas seu cabelo era de um preto tão falso que ficava meio ridículo; pois conversando eu descobri que ela estudava na mesma escola, e eu sempre a achei linda, o que ela é, tintura e tudo. Dali a pouco o céu foi providente e todos os demais saíram, certifiquei-me de que Délio estava bem, e parlamentei mais um tanto com Fernanda, antes de arriscar um beijo, que funcionou.

Eu a envolvi com os braços, e sorvia seus lábios macios, sentia seu perfume. Todo mal estar do colírio havia desaparecido, e era como se nós flutuássemos no meio do nada. Então eu senti uma pancada na canela, e depois outra, e toda aquela cena evanesceu. Era o Décio me chutando e me tirando do torpor ou sono em que me encontrava, dizendo que me procurou por toda parte, que diabo eu tinha que me esconder na cabana dos salva-vidas, que era melhor voltar para casa. Será que eu encontrei mesmo a Fernanda aquele dia? Eu nem comentei nada, dormi no ônibus e fui recebido ao raiar do dia por pais preocupadíssimos. Quem tirou a foto e como ela chegou a mim eu já nem me lembro.

Acaba Mundo CCCLXXVI

novembro 17, 2019
KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

Hoje são dezessete de novembro de dois mil e dezenove e o Acaba Mundo acabou. Lá se vão mais textos que os dias de um ano, então a proposta inicial foi cumprida. A coluna acaba com Lula solto, Bozo criando partido fascista, óleo no ES e Guedes atrás de taxar seguro-desemprego e gorjetas, além de golpe racista-imperialista na Bolívia. Não quero ficar acompanhando tudo de perto para comentar indefinidamente, até porque é tanta coisa que eu acabo enumerando mais do que comentando. Meu trabalho parece engrenar, com o convite ao veterano John Milton para coorientador e o contrato com a Chiado Books de Portugal para publicar meu Hamlet. E é isso, hidratem-se.

Acaba Mundo CCCLXXV

novembro 5, 2019

Hoje são quatro de novembro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Paulino Guajajara, guardião da terra indígena Arariboia, no Maranhão, foi assassinado por invasores. Governo culpa navio grego por petróleo, mas parece uma cartada sacada da manga. Já vi a hipótese de ser do pré-sal, do cara da federal de Alagoas, e tem gente que garante que viu uma mancha enorme se aproximando da costa numa imagem de satélite. Fizeram uma conta de que o óleo que chegou às praias não caberia num navio. O óleo atingiu Abrolhos, santuário da vida marinha; e já tem general dizendo que o pior está por vir? Que fase desse país. Depois da denúncia da Globo de que o assassino de Marielle pediu acesso à casa 58, sede dos Bozos (fato ademais conhecido desde o ano passado pela polícia), o Bozokid mais suspeito, colega da assassinada na câmara, filmou a si mesmo manuseando o sistema, e logo após o Bozo-mor confessou que subtraiu (ou copiou) as gravações “para que não fossem adulteradas”. Faz-se muita fumaça por isso, o David anunciou o impixa, mas tudo se dissipa, a oposição é tíbia, e parece ser mais o momento de eles endurecerem do que de a sensatez triunfar. Prisão de Dilma, sim, Dilma, sequer investigada, pela PF do Sarraceno, é frustrada por Fachin (mesmo “nosso”); tá desse jeito. E também inventaram uma delação premiada pro Adélio, cujo processo está encerrado; querem prejudicar quem com denúncia de mandante da suposta facada? Guedes entrega pacote que fragiliza mais o Estado e emenda a pérola: pobre é pobre porque não poupa. Em SP, morador de bairro rico vive vinte e três anos a mais do que morador de bairro pobre. Deixa o governo mais um milico, Santa Rosa; parece uma perseguição, e vários outros milicos pediram demissão da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Santa Rosa já perdeu dois cargos no passado por falar contra a reserva Raposa/Serra do Sol e contra a Comissão da Verdade. De ontem pra hoje criou-se uma grande expectativa que algo grande vai surgir contra o Bozo e já estão pulando do barco. Vejamos, coisa boa que não vem. E o que resta do pré-sal vai ser entregue por amendoins e com isenção de imposto. Em meio ao vazamento. Na Bolívia inventaram outro Guaidó, o Camacho, e já deu defeito no helicóptero do Evo. No Peru é revelado esquema de intimidação de testemunhas da lava rato; eu não sei como as pessoas não percebem que fodendo outros países a lava rato não tem como ser brasileira. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCCLXXIV

novembro 1, 2019

Hoje é primeiro de novembro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Desenrola-se a conversa da portaria do vivendas da barra pesada. A perícia, feita após Bozokid C filmar a si mesmo manipulando o computador, levou duas horas e ignorou possibilidade de manipulação para incriminar o porteiro e salvar o presimento. A promotora era bolsonarista, pinta de miliciana, e foi afastada (difícil vai ser o substituto não ser igualmente bozonazi). Sabe-se agora que a mulher do assassino mandou uma foto ao marido mostrando o registro da casa 58, e a polícia já conhecia a prova desde janeiro. O outro Bozokid já tinha insinuado e agora ameaçou textualmente um AI-5; depois pediu desculpas, mas querem cassá-lo (eu duvido); aí o pai volta a falar na ponta da praia. Que quebrada viemos parar. Eu tenho é trabalhado, concluí uma revisão de Lucrécia, e em poucos dias viajo para o sul para apresentar o Hamlet, projeto de muitos anos. Protestos seguem no Chile, Iraque, Argélia, Haiti, Líbano; temo já que sejam insatisfações difusas que não vão dar em muita coisa. Trump enfrenta impixa, mas sobram votos no senado, vai ser um peido de velha. Acaba mundo.

Acaba Mundo CCCLXXIII

outubro 30, 2019

Hoje são trinta de outubro de dois mil e dezenove e o mundo não acabou. Bem, a civil carioca procurou o supremo com uma questão: o nome do presidente apareceu na investigação da morte da Marielle; a Globo teve acesso e meteu no JN. O assassino teria ligado na casa 58 no dia do crime, e a voz do seu Jair, segundo o porteiro, confirmou que sabia onde Élcio ia. Há registros do Jair no congresso. Bozo fez um vídeo ensandecido, quase se entregando, ou aos filhos, lá das arábias e no meio da madrugada; investiu contra Mitzel pelo vazamento, ainda. No dia seguinte não era nada disso, era tudo mentira, e o Sarraceno mandou a PF atrás da testemunha, que em vez de proteção vai ganhar a segurança nacional no lombo. Bozo ainda admitiu que incentivou as queimadas. Bozokid E ameaça: se radicalizar a História se repete; o pai já prometeu repressão aos protestos antes que comecem. E o brasileiro, bovino. Tem os áudios do Queiroz se queixando, e tem um certo “cara lá”, mais protegido que ele, segundo alega, que alegam ser o Adélio, jornalistas mesmo, mas eu não ouvi o áudio completo. Vídeo-aula de tortura no youtube, da corporação Kroton, que compra tudo no Brasil. Fanáticos acamparam frente a hospital que faz aborto legal, constrangendo pacientes. Terra tupinambá na Bahia, em vez de demarcada será entregue a portugueses para resort. Alberto Fernández levou no primeiro turno na Argentina, e no Uruguai o situacionista Daniel Martinez disputa segundo turno com o direitista Lacalle Pou, e vivir sin miedo foi derrotado. Chile segue com protestos e repressão, e Bogotá elegeu a primeira mulher, e lésbica, Cláudia López. Líder da ISIS Bhagdadhi é morto e vira troféu de Trump, que foi vaiado e mandado pra cadeia num jogo de beisebol. Acaba mundo.